Comunicação de saída, declaração de saída definitiva e como manter conta bancária no Brasil

Quando decidimos que iríamos sair do país, uma das primeiras coisas que comecei a me preocupar foi com a Receita Federal, principalmente com o Imposto de Renda (IR). Ainda seria necessário declarar o IR todo ano? Se não vamos ter rendimentos no Brasil, seríamos isentos de declaração, certo?

O problema é que, neste momento, temos investimentos no Brasil. No início vai ser difícil conseguir abrir uma conta em banco na Irlanda, pois eles pedem (entre outras coisas) o código do PPS (segurança social, correspondente ao PIS do Brasil) e um comprovante de residência de contas de água, luz ou telefone no nosso nome, coisas que demorarão um tempo (acho que, no mínimo, 1 mês) para serem conseguidas. Além disso, as taxas de juros do Brasil são bem maiores que as da Europa e, consequentemente, os investimentos tupiniquins terão rendimentos superiores, se mantidas as conversões das moedas. Resumindo: queremos manter os investimentos no Brasil (pelo menos por um tempo) e ficamos em dúvida sobre como seria a declaração disso a partir da mudança para a Irlanda.

Pesquisei muito na internet sobre a Declaração de Saída Definitiva, mas as informações que achei estavam desencontradas. Muita gente falando que mora no exterior (na Irlanda, inclusive) há vários anos, e que nunca fizeram a declaração e nunca tiveram problemas com a Receita, enquanto outros sites falavam que a lei (IN SRF Nº 208, 2002) é clara e define que devem fazer a declaração de saída todos aqueles que saíram do país em caráter definitivo ou que passaram mais de 12 meses consecutivos fora do país (mesmo que tenham intenção de retornar no futuro).

Como as informações (lei vs. experiência prática) não batiam, resolvi ir direto na fonte e agendei um horário no site da Receita Federal para atendimento na minha cidade, com o tipo de serviço  “Orientações – Plantão Fiscal Fazendário PF” (Link). No dia agendado (mas na hora nem tanto, pois meu atendimento começou com 1 hora de atraso), fui muito bem atendido por um funcionário com bastante conhecimento, que tirou todas as minhas dúvidas com bastante propriedade. Abaixo listo as minhas perguntas e as respostas que recebi:

  1. Realmente é necessário fazer a Declaração de Saída Definitiva?

RFB: Sim, pois você se isenta de qualquer questionamento futuro da Receita Federal, já que você não precisará mais fazer a declaração de IR anual.

  1. Mas se eu tiver rendimentos no Brasil (investimentos ou apartamento alugado), como vou recolher o imposto e declarar isso à Receita, sendo que não faço mais a declaração do IR?

RFB: São casos distintos. Se você tiver um apartamento alugado, precisa emitir um DARF mensalmente para recolher o imposto sobre essa receita. No caso de fundos de investimento, você faz a Comunicação de Saída Definitiva (diferente da Declaração de Saída Definitiva) com a data mais próxima possível da sua saída do país. Nessa comunicação, você precisa informar o CNPJ das fontes pagadoras (bancos onde você possui investimentos) e depois sugiro que você entregue esse documento impresso no banco e solicite um protocolo de recebimento do seu gerente, com data, assinatura e carimbo. Esse protocolo irá te isentar de pagar qualquer multa e diferença de recolhimento que o seu banco fizer incorretamente no futuro, pois você prova que comunicou ao seu banco que está saindo do país e que o erro foi deles em não recolherem o imposto da forma correta. A depender do tipo de investimento que você possua, existem alíquotas diferenciadas para não-residentes.

  1. Qual a melhor data para fazer a Comunicação de Saída Definitiva?

RFB: O ideal é fazer antes da sua saída, pois dá tempo de ir no banco solicitar o protocolo de recebimento. Porém, se a sua viagem for nos meses de janeiro ou fevereiro, não é possível fazer antes da viagem, pois o formulário só fica disponível a partir de 01/março de cada ano. A comunicação é feita pelo próprio site da Receita Federal (link para comunicação de 2017).

  1. Ouvi falar que alguns bancos não aceitam que não-residentes tenham conta corrente ativa. Existe algum impedimento legal?

RFB: Da Receita Federal posso te garantir que não. Inclusive alguns tipos de investimentos possuem alíquotas de imposto menor para não-residentes, de maneira a atrair investidores estrangeiros. Mas como o processo para o banco é um pouco diferente das contas de residente, o banco pode não estar preparado ou não ter interesse em manter esse tipo de conta especial.

  1. E a Declaração de Saída Definitiva, quando ela deve ser feita?

RFB: Essa demora um pouco mais para poder ser feita. Na verdade, ela é feita junto com a Declaração Anual do Imposto de Renda, no próprio aplicativo do IRPF. Se agora em 2017 você estará fazendo a declaração do exercício de 2016, ainda não poderá declarar a saída definitiva porque ela só vai ocorrer em 2017. Então, só a partir de março de 2018 é que a Declaração de Saída Definitiva poderá ser feita.

  1. Qual a implicação de não fazer a Declaração de Saída Definitiva?

RFB: Sei que muitas pessoas que saem do país acabam não fazendo a declaração, algumas por desconhecimento, outras por achar desnecessário. O que posso te dizer é que os casos de pessoas que moram no exterior e estão sendo intimadas a comparecer à Receita para prestar esclarecimentos e pagar multas e impostos não recolhidos tem aumentado a cada dia. Recentemente atendi uma senhora de idade que teve que retornar ao Brasil para resolver uma questão relacionada a duas casas que ela possui em outro país. Uma era a que ela estava morando há mais de 4 anos, e outra ela alugava e obtinha rendimentos. Como ela não fez a Declaração de Saída Definitiva, qualquer rendimento que a pessoa tenha (no Brasil ou fora dele) deve ser declarado à Receita Federal. Como ela não estava declarando, gerou todo esse transtorno. No seu caso é ainda pior, pois a Irlanda não possui acordo para evitar a dupla tributação com o Brasil (Link). Ou seja: todo rendimento que você tiver na Irlanda (salário, investimentos, recebimento de aluguel, etc.) devem ser declarados à receita e ter o imposto recolhido, mesmo que você já tenha recolhido impostos para a Irlanda.

Compartilho também com vocês uma dica de leitura, passada pelo próprio funcionário da Receita, que possui uma linguagem bem mais simples que a lei propriamente dita, e esclarece algumas outras questões que não perguntei a ele, pois não se aplicavam ao nosso caso, mas podem ser úteis para vocês. O arquivo pode ser encontrado no site da Receita, um arquivo PDF chamado “Perguntas e Respostas IRPF 2016” (Link).

A busca por um banco onde deixar os nossos investimentos

Depois de esclarecidas as dúvidas com a Receita Federal, o próximo passo foi questionar aos bancos onde possuo contas correntes o que aconteceria quando eu entregasse para eles a Comunicação de Saída Definitiva, se seria possível manter uma conta para não-residentes. Até aquele momento, eu tinha contas nos bancos Santander, Bradesco, Caixa Econômica e Citibank.

Então, resolvi começar os questionamentos no Citibank e Santander, por serem bancos internacionais e que deveriam ter esse tipo de serviço. No Citibank, já recebi logo de cara uma resposta negativa, a gerente parecia conhecer esse tipo de questionamento e me afirmou que assim que a Comunicação fosse entregue ao banco, a conta seria cancelada e eu teria que retirar o dinheiro. No Santander, a minha gerente já não possuía a informação e solicitou que eu enviasse um e-mail com os questionamentos, que ela iria buscar uma resposta junto ao banco.

Enquanto aguardava a informação do Santander, já fui conversar com os gerentes do Bradesco e Caixa Econômica. Na Caixa, também já recebi do meu gerente a informação de que a conta corrente não poderia ser mantida, assim como o LCI que tinha investido. Mas ele iria buscar com a Gerente Geral e com outras áreas do banco se existiam alternativas de investimentos que fossem possíveis de serem mantidos.

No Bradesco, como é uma conta que não movimento muito e utilizava somente para facilitar o pagamento de DAJEs estaduais e IPVA, a primeira pessoa que me atendeu informou que o Bradesco não trabalhava com contas para não-residentes. Solicitei logo o cancelamento da minha conta e o mesmo iniciou o processo. Neste meio tempo entre sacar o dinheiro remanescente e o cancelamento da conta, o meu gerente retornou do almoço. Expliquei novamente a situação e que precisava de algum banco para manter meus investimentos e falei o valor que gostaria de manter no Brasil. É um valor baixo para gerentes de contas Santander Van Gogh e Citibank Gold, mas que torna-se expressivo para um gerente de uma conta simples do Bradesco. Ele me encaminhou direto para conversar com o Gerente Geral da agência e este, que por sinal estava bem interessado em manter minha conta, buscou nos normativos internos do banco tudo relacionado a conta de não-residentes. Ele nunca tinha recebido questionamentos sobre esse tipo de conta, apesar de afirmar que possui clientes que não moram no Brasil. Ele conseguiu confirmar que o Bradesco possui esta modalidade, mas estava escrito no normativo que deveria ser uma nova conta e precisaria que a declaração de saída já tivesse sido feita, além da assinatura do titular. Como eu expliquei anteriormente, a declaração só será feita em 2018, então onde manter o dinheiro até lá? Além disso, ele também achou que tinha ouvido algo em alguma conferência do banco sobre mudanças nesse tipo de conta. Então também saí do Bradesco com uma promessa de resposta sobre o que fazer para manter minha conta lá.

Então, nesse meio tempo, minhas opções foram se limitando. Acabei também visitando bancos onde não tinha conta, como Itaú e Banco do Brasil, para poder questionar a possibilidade de contas para não-residentes. Recebi respostas negativas também nestes dois. Neste tempo também recebi a negativa do Santander. O desespero foi crescendo e a possiblidade de não fazer a Comunicação de Saída foi crescendo junto. Até que recebi a indicação do meu chefe para tentar obter informações no Banco Safra.

Eu desconhecia que Salvador possuía agências do Safra. Apesar da agência que fui ser bem antiga e estar localizada dentro de um dos maiores e mais tradicionais shopping centers da cidade (Shopping da Bahia, antigo shopping Iguatemi), ela fica localizada num ponto escondido e de pouca circulação no shopping. A primeira coisa que pensei foi no fato de ser um banco menor, mais focado em câmbio e investimentos, com uma carteira de clientes mais restrita e com gerentes mais qualificados, e por isso talvez fosse realmente uma boa opção. E o chute foi certeiro! Assim que cheguei na agência, fui direcionado a uma gerente que afirmou já possuir outros clientes que residiam no exterior, mas só precisava checar a questão da Comunicação de Saída. Acredito que os clientes dela possam também não ter feito a Comunicação/Declaração, mas como ela passou uns 2 dias para me dar a informação e afirmou ter entrado em contato com setores de impostos e jurídico do banco, senti firmeza e resolvi abrir minha conta com ela.

Depois que a conta do Safra já estava aberta e já tinha também cancelado a conta do Citibank, recebi respostas da Caixa e do Bradesco. Na Caixa, a alternativa seria manter o valor em uma previdência privada.

Já do Bradesco, após 2 semanas da minha ida à agência, recebi a ligação de uma gerente das contas Exclusive, que havia recebido o meu caso do Gerente Geral da agência e que tinha uma resposta positiva para mim. Eu poderia migrar minha conta atual para o Exclusive (junto com meus investimentos, claro), ela assinaria o protocolo da Comunicação de Saída e em 2018 eu enviaria um procurador para fazer a criação da minha nova conta para de não-residente, transferindo os valores e encerrando a conta antiga. Bom, se eu não tivesse encontrado o Safra, talvez fosse essa a alternativa escolhida. Mas o fato de já estar com tudo encaminhado no Safra, aliado ao fato de ter que dar trabalho a um procurador e também àquilo que o Gerente Geral disse sobre ter ouvido falar sobre possíveis mudanças no processo de contas para não-residentes, me fez deixar o Bradesco como segunda opção. Se algum dia o Safra voltar atrás, posso partir para essa opção ou ainda para a previdência privada da Caixa.

Então, na última semana antes da minha viagem, cancelei as contas do Bradesco, Santander e Caixa, ficando somente com o Safra. Com eles vou ter benefícios de cartão de crédito Platinum sem anuidade (não quis arriscar o Black, com anuidade alta), 2 saques em caixas eletrônicos internacionais por mês sem tarifas e 8 DOCs/TEDs por mês, sem contar o ótimo atendimento que estou recebendo da gerente (pelo menos até agora). O aplicativo mobile é bom (um pouco lento para aparelhos com menos de 2Gb de RAM), o internet banking tem o layout feio mas é bem funcional, então até agora só tenho que reclamar dos cartões de débito e crédito que demoram uma eternidade para chegar. Inclusive vou viajar sem eles, mas a gerente se prontificou a enviá-los por Sedex para a Irlanda assim que chegarem na agência. Como mantive os cartões de crédito do Citibank, agora desvinculados da conta corrente, não vou ficar sem opções caso os cartões do Safra não cheguem a tempo.

Para finalizar, gostaria de saber daqueles que já moram no exterior, se alguém já fez (ou vai fazer) a Declaração de Saída Definitiva e os problemas que enfrentou. Espero ter ajudado aqueles que ainda não foram e/ou estão em dúvida sobre declarar ou não a saída para a Receita. Se houver algo que não ficou claro ou alguma dúvida adicional, deixem seus comentários que vou tentar responder com o máximo de detalhes possível.

Até mais!

Preparativos para a viagem do marido para Dublin

Olá pessoal, tudo bom?

Como falamos nesse post, estamos de mudança para Dublin, na Irlanda. Após recebermos o resultado do exame de sorologia da nossa gatinha e sabermos que ela encontra-se apta para viajar para Dublin, decidimos dar o start na nossa mudança com a compra da passagem do marido. Sim, o marido irá na frente para procurar uma casa pet friendly e só depois disso que eu, a esposa, irei viajar para Dublin com a nossa gatinha. Para saber mais sobre as burocracias necessárias para levar animais para a Irlanda veja este post.

A compra da passagem

O marido já estava acompanhando o preço das passagens de Salvador-Dublin pelo Google Flights, uma nova ferramenta do Google que ajuda no monitoramento dos preços das passagens. É só informar o dia da viagem e o destino que o Google Flights irá exibir todas as opções de voos e respectivos preços, inclusive com gráficos e opções de dias alternativos com preço mais em conta.

Existe ainda a opção de receber os alertas de alteração de preço por e-mail, o que nos mantém sempre informados tanto do aumento quanto da redução do preço.

Com base na pesquisa do Google Flights e na indicação de quais seriam os dias mais em conta, vale sempre a pena pesquisar no próprio site da companhia aérea para checar se o preço ainda não está um pouco mais em conta (às vezes pode ser mais caro também). Foi isso que fizemos e, em 26/nov, o marido comprou a passagem dele (ida+ volta) pelo próprio site da cia aérea KLM, saindo de Salvador com conexão no RJ e em Amsterdã por R$ 2.634,70, o que acreditamos ter sido um ótimo preço.

A escolha da hospedagem

A seguir, iniciamos uma busca por uma acomodação temporária onde o marido pudesse ficar enquanto procura por uma casa definitiva para nós. Escolhemos uma casa através do site Airbnb, pois já tivemos diversas experiências excelentes e consideramos um bom custo-benefício. Porém, dessa vez, não foi tão fácil assim. Não sabemos se por ele ter um cadastro sem históricos (pois nas demais viagens que fizemos as reservas foram feitas no meu perfil no Airbnb) ou se realmente ele não deu sorte, pois alguns anfitriões ao receberem a mensagem do meu marido solicitando a reserva no quarto da casa informaram que estava muito distante (o que achamos estranho, pois tentamos fazer a reserva em 30/nov para a hospedagem a partir de 2/fev). Já outros anfitriões apenas enviaram um e-mail automático informando que a hospedagem escolhida não estava disponível, o que também achamos esquisito, pois no calendário do Airbnb estavam com o período selecionado disponível. Porém, no final deu tudo certo. O marido recebeu uma resposta positiva de uma casa muito confortável em um bairro que estávamos namorando há algum tempo. O preço não foi dos mais baratos (cerca de 900 euros para 30 dias), mas fizemos esta escolha para garantir uma boa estrutura para que ele pudesse resolver as primeiras burocracias sem problemas com a acomodação inicial.

Compra de alguns itens básicos

Mesmo sabendo que lá na Irlanda o marido encontraria muitos itens de inverno até por um preço menor, achamos necessário comprar aqui no Brasil alguns itens de sobrevivência para os primeiros dias dele na Irlanda. Assim, ele desembarcaria um pouco mais protegido contra o frio, já que ele possui pouquíssimas roupas de frio (somente alguns moletons) e a temperatura em fevereiro costuma ser baixa (entre zero e 10 graus). Depois de pesquisar muito o preço, compramos um bom porta-dólar, camisa e calça térmicas da Lupo, toalhas de banho novas e também vacum bags para comprimir as roupas e fazer caber mais coisas na mala.

O marido deu sorte e acabou ganhando de presente algumas coisas, como 3 pijamas de mangas/calças compridas, um gorro, um par de luvas e um guia lindo contendo muitas informações sobre a Irlanda!

Resolvendo burocracias pré-viagem

Antes de sair do país é preciso planejar o que será feito antes da viagem para não deixar de fazer nada importante e ter que voltar para resolver um problemão. Vamos compartilhar aqui o que nós fizemos antes da viagem do marido para evitarmos problemas futuros.

1) Fomos na Receita Federal buscar informações sobre a comunicação e declaração de saída do país. Existem muitas informações desencontradas sobre este assunto e nos sentimos mais seguros indo pessoalmente no órgão e obtendo informações lá na fonte. Esse tópico merece um post específico e o marido nos dará a honra de escrevê-lo.

2) Fechamos contas dos bancos. Fechamos todas as contas bancárias que não seriam mais necessárias e deixamos aberta apenas a única que iríamos deixar guardado e, eventualmente, ficar movimentando o dinheiro que temos no Brasil.

3) Fizemos procurações. Fomos ao cartório e abrimos firma e fizemos procurações para deixarmos com pessoas que confiamos para que elas tivessem o poder de nos representar caso algum problema não previsto aparecesse. Na procuração, na trecho que cita os bancos, é importante listar o nome do banco, número da agência, número da conta e listar todas as transações possíveis que os procuradores possam precisar fazer. Além disso, é recomendado entregar a procuração ao banco com bastante antecedência, pois eles fazem análise jurídica da procuração e check-list dos procuradores. Então, caso exista algum problema, ainda existirá tempo para alterar o procurador ou algo no texto da procuração.

4) Tiramos a certidão de prontuário no DETRAN. Nas nossas pesquisas, descobrimos que esse documento pode ser importante para pular uma etapa para tirar a carteira de motorista irlandesa e resolvemos providenciá-lo mesmo não tendo a intenção de ter carro no início.

5) Solicitamos uma carta de bom inquilino (em inglês) para o proprietário do apto que estávamos alugando no Brasil. Tivemos a ideia de escrever essa carta e solicitar a assinatura dele, pois como ainda não construímos um histórico imobiliário na Irlanda, pensamos que esta carta pudesse ajudar como uma referência para o landlord ver que pagamos o nosso aluguel em dia e que a nossa gatinha nunca estragou nenhuma mobília do apartamento que alugamos.

6) Obtivemos cartas de recomendação de trabalhos anteriores com os antigos chefes. Pensamos que este item iria nos ajudar apenas na procura por emprego, mas depois descobrimos que também seria importante apresentar no momento da procura por apartamentos para alugar, principalmente se você já trabalhou em alguma empresa multi-nacional que seja facilmente reconhecida na Irlanda. Os landlords encaram essa carta com uma forma de confirmar que mesmo ainda não tendo emprego no momento, tínhamos algum tipo de referência profissional importante e seria “fácil” conseguir recolocação profissional na Irlanda.

7) Escrevemos uma carta convite para a esposa apresentar na imigração da Irlanda. Como eu, a esposa, estava insegura quanto ao inglês, achamos melhor escrever uma carta explicando que eu iria me juntar ao esposo anexando a cópia do passaporte e a tradução juramentada da certidão de casamento, pois caso “desse branco” no momento da imigração, teria essa documentação na manga para facilitar a entrada.

8) Compramos euros. Acompanhamos a cotação da moeda diariamente e realizamos a compra do dinheiro em diversos momentos antes da viagem para diluir o prejuízo já que o real é bem desvalorizado frente ao euro e diminuir um pouco o IOF do uso dos cartões de crédito no exterior. Uma observação importante é que precisamos estar atentos ao limite recomendado de dinheiro em espécie com que devemos entrar no país, que na Irlanda é de €6,348.69 para não haver nenhum tipo de questionamento na entrada. Para mais informações, acesse o site http://www.citizensinformation.ie/en/travel_and_recreation/travel_to_ireland/customs_regulations_for_travellers.html. Ah, outro ponto importante é fazer a declaração (e-DBV) que está saindo do Brasil com uma quantia em moeda estrangeira maior do que R$ 10 mil. Não, não é cobrada nenhuma taxa por estar saindo com este valor do Brasil. Mais detalhes em: http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/viagens-internacionais/guia-do-viajante/saida-do-brasil/dinheiro-em-especie-na-saida-do-brasil.

Esperamos que este post tenha sido útil e voltamos em breve detalhando sobre como manter contas bancárias no Brasil, a comunicação de saída e declaração de saída definitiva do país.

Até mais! =)

O que fazer para levar pets para a Irlanda ainda no Brasil

Como vocês sabem, nós temos uma gatinha e assim que mudamos o nosso destino para a Irlanda, tivemos que pesquisar o que seria preciso fazer para levar ela conosco. Descobrimos que seria necessário realizar algumas burocracias, as quais iremos descrever (a primeira parte) neste post.

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Elsa, a nossa gatinha

O primeiro passo foi acessar os sites do Citizen Information e do Departamento de Agricultura da Irlanda, para localizar todas as informações em suas fontes oficiais. Nestes links são descritos detalhadamente todos os requisitos que devem ser cumpridos para levar pets provenientes de qualquer país para a Irlanda, sendo que o Brasil está incluído no grupo dos países fora da União Européia que são classificados como “Non-qualifying high-risk countries”. Veja em:

http://www.citizensinformation.ie/en/moving_country/moving_to_ireland/coming_to_live_in_ireland/bringing_pets_to_ireland.html e http://www.agriculture.gov.ie/pets/.

Requisitos necessários

Como o Brasil é considerado um país de alto risco pois a raiva não é considerada erradicada, os seguintes passos devem ser realizados:

1) Colocar microchip compatível com a ISO padrão 11785 (deve ser obrigatoriamente a primeira etapa a ser feita);

2) Vacinar contra raiva (pode ser a partir do dia seguinte após a colocação do microchip);

3) Realizar coleta de sangue para sorologia de raiva (a partir de 30 dias após vacinar contra raiva);

4) Aguardar pelo menos 90 dias para embarcar, contados após a coleta do sangue para a sorologia de raiva;

5) Obter o certificado de saúde com o veterinário no formato Annex IV;

6) Obter CZI, certificado zoossanitário internacional, expedido pela Vigiagro (Vigilância Agropecuária) da sua cidade.

OBS: Para cães, é preciso também fazer um tratamento para tênia, não mais que 120 horas e não menos que 24 horas antes de chegar na Irlanda. Esse tratamento não é necessário para gatos.

Como transportar

Conforme os sites oficiais mencionados acima, pets provenientes do Brasil devem entrar na Irlanda pelo “ar”, através de uma cia aérea ou por uma empresa de cargo aprovadas pelo governo da Irlanda. Não é permitido agendar o transporte do animal para Dublin diretamente com a cia aérea/empresa de cargo, sendo necessário contratar uma empresa terceira para fazer esse serviço. Ah! O transporte do animal pode ser feito também pelo mar por ferry, mas descartamos essa opção pois a viagem França x Irlanda duraria mais de 19h de ferry, o que na nossa opinião ficaria cansativo demais.

Então, iniciei a minha busca por empresas de cargo brasileiras que fazem transporte de animais de Salvador para a Irlanda. Tive muitas boas recomendações da MM Cargo, então resolvi cotar primeiramente com eles. Em seguida, cotei também com as empresas Sysbrac e Rezoocation mas estas cobraram um valor maior do que a MM Cargo. Descobri que nenhuma empresa fazia o transporte saindo diretamente de Salvador e que seria necessário que a entrega da nossa gatinha fosse feita em SP ou RJ. O orçamento da MM Cargo, feito em 9/set/16, saindo do aeroporto de Guarulhos em SP para Dublin pela Lufthansa (com escala em Frankfurt) ficou em 1.366,95 dólares americanos, o que daria cerca de R$ 4.510,00 (com cotação do dólar a R$ 3,30). E ainda seria necessário adicionar a este valor o trecho Salvador-GRU/SP que a MM Cargo estimou em R$ 1.265,00, além da caixa de transporte que custaria R$ 565,00, totalizando cerca de R$ 6.340,00 para transportar a nossa gatinha de Salvador para Dublin. Não conseguia me conformar em ter que pagar essa fortuna para a nossa princesa ter que viajar mais de 24h solitariamente.

Dessa forma, procurei outra alternativa. Busquei cias aéreas que transportassem pets na cabine saindo de Salvador até um país da Europa, para então, nesse outro país da Europa despachá-la no cargo através de empresa terceira para Dublin. Foi aí que lembrei da TAP, que faz o trecho Salvador-Lisboa num voo direto com duração de 8 horas e o valor cobrado é de 150 euros para transportar na cabine pets de até 8kg (contando com o peso da bolsa de transporte) e as dimensões máximas da caixa de transporte devem ser 45 cm x 30 cm x 23 cm (comp. x larg. x. alt). É importante ressaltar que a reserva do animal deve ser feita no momento da compra da passagem da pessoa que irá transportá-lo. Veja mais informações sobre o transporte de animas pela TAP em: https://www.flytap.com/pt-br/necessidades-especiais/viajar-com-animais.

A seguir, parti para a busca de empresas terceiras que fazem o serviço de encaminhamento dos animais de Lisboa para Dublin, para solicitar orçamentos. Após pesquisas na internet, encontrei 7 empresas que faziam esse serviço saindo de Portugal: Geopets/Geocargo, AAZMVAZ, Tiba, Global Pets, Pets on Board/EFL International, Intercourier e Aerocarga. O orçamento mais barato foi da empresa Geopets/Geocargo que cobrou 347 euros pelo serviço e 62,75 euros pela caixa de transporte, que deveria ser diferente do primeiro trecho (Salvador-Lisboa) já que nesse segundo trecho (Lisboa-Dublin) a gatinha iria no compartimento de cargas do avião. O que reforçou ainda mais a escolha dessa empresa foi ter lido boas referências dela no grupo do Facebook “Meu Pet na Irlanda” (https://www.facebook.com/groups/1411461949080483/). Neste grupo, as pessoas trocam muitas informações sobre o transporte de animais para a Irlanda bem como indicação de veterinários, pet shops, ração, etc.

Então, o custo do transporte da nossa gatinha, saindo de Salvador com parada em Portugal e encaminhamento de lá para Dublin ficará em cerca de 559,75 euros. Estimando que a cotação do euro seja R$ 3,75 no momento do pagamento, o custo total (transporte TAP+transporte Geopets+caixa de transporte cargo) será de R$ 2099,00, bem mais barato e com tempo inferior do que realizar o transporte Salvador-Dublin com a MM Cargo, conforme descrevemos acima.

Porém, é importante acrescentar também nesse custo do transporte da gatinha a diferença do preço da passagem da pessoa que irá acompanhá-la. Como possuímos a restrição de ter que parar em Lisboa para encaminhá-la para Dublin pela empresa de cargo, precisaremos comprar uma passagem de Salvador-Dublin (com escala em Lisboa) da TAP, que é um pouco mais cara (custa R$ 4.844,00) do que se não tivéssemos essa limitação e pudéssemos escolher uma passagem com menor custo. O trecho Salvador-Dublin pela KLM, por exemplo, sairia por R$ 2.895,00, uma diferença de cerca de R$ 1.949,00 em relação à passagem da TAP. Então, na verdade, o nosso custo real para transportar a nossa gatinha de Salvador-Dublin com escala em Lisboa será em torno de R$ 4.048,00, apresentando uma diferença de cerca de R$ 2.292,00 quando comparado às despesas do envio direto Salvador-Dublin (pela MM Cargo), ou seja, continua mais barato enviá-la por Lisboa.

Nossa timeline e custos realizados

Para cumprirmos todos os requisitos necessários para transportar a nossa gatinha, tivemos que nos planejar com antecedência, pois a conclusão de todo o processo só aconteceria após de cerca de 4 meses. Isso deve-se à obrigatoriedade de aguardar pelo menos 30 dias após a aplicação da vacina de raiva para realizar o exame de sorologia de raiva, somado ao tempo mínimo de 90 dias de permanência do animal no Brasil após a coleta do sangue para a realização da sorologia de raiva o animal.

Realizamos todos os serviços na clínica Semeve em Salvador-Bahia, com a veterinária Dra. Carolina Lemos Vieira Lima. Abaixo descrevemos a data de realização e o valor de cada item já realizado.

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Nossa experiência

Após a veterinária aplicar o microchip, ela nos deu um certificado do microchip onde consta a numeração do mesmo, data da aplicação e nome da nossa gatinha. Guardamos este certificado que é um documento muito importante e pode ser solicitado no momento da imigração na Irlanda.

Em seguida fizemos a aplicação da vacina de raiva e aguardamos os 30 dias para realizar o exame de sorologia de raiva. Na verdade, durante o nosso período de espera para cumprir os 30 dias, descobrimos que o único laboratório do país que realiza o exame, o Centro de Controle de Zoonoses de SP, estava com a realização desse exame suspensa temporariamente e por tempo indefinido devido à ausência de insumos (acreditem!) desde o dia 20 de setembro de 2016. Nesse momento fomos tomados pelo desespero, pois esse imprevisto poderia atrapalhar todo o nosso planejamento, já que não sabíamos quando o laboratório iria voltar a fazer o exame, aliado a ainda termos que aguardar os 90 dias para só então podermos viajar com a nossa gatinha. Mas, após entrar no site todos os dias para verificar quando o exame voltaria a ser feito, descobrimos em 13 de outubro de 2016 que a realização do exame tinha sido normalizada. Com isso, acabamos esperando 40 dias após a vacina para realizar a sorologia, realizando no dia 15 de outubro a coleta do sangue na clínica em Salvador que realizou o encaminhamento da amostra de sangue para o laboratório do Centro de Controle de Zoonoses de SP. Passada esta etapa, veio a fase de muita ansiedade quanto ao resultado do exame, que poderia demorar até 30 dias úteis para ficar pronto.

Finalmente, em 24 de novembro de 2016, recebemos a ligação da clínica de Salvador informando que o resultado do exame tinha chegado e o resultado era satisfatório: a nossa gatinha estava apta para viajar para a Irlanda (devendo aguardar até o dia 13 de janeiro de 2017 para poder embarcar).

Com menos esse peso nas costas, fomos em busca da caixa de transporte para levar a nossa gatinha no voo da TAP (na cabine). Com as dimensões máximas em mãos, fomos em alguns pet shops de Salvador e compramos a caixa de transporte por R$ 119,23 na Agromix. Compramos também um cobertor de lã por R$ 30,14 para proteger a nossa princesa do ar-condicionado do avião.

Bom, até o momento, essa foi a nossa experiência com as burocracias necessárias para levar a nossa gatinha, ficando pendente o atestado de saúde que deve ser obtido com o veterinário, mas tem validade de apenas 3 dias e o CZI (certificado zoossanitário internacional) que tem validade de 10 dias. Ou seja, esses 2 últimos passos devem ser feitos apenas quando estiver bem próximo da viagem. Como eu, a esposa, ainda não tenho data para viajar para a Irlanda, já que o marido irá na frente para procurar uma casa pet friendly e apenas depois que ele encontrar a nossa casa é que irei com a nossa gatinha, descreverei num post futuro sobre como foi a realização desses 2 últimos passos e também como foi, em detalhes, a viagem com a nossa gatinha.

Até a próxima, pessoal!

Nossa timeline e gastos realizados com o processo de imigração Express Entry

Olá pessoal!

Estou criando este post para transferir o conteúdo que estava nas páginas fixas no menu do blog, já que no momento daremos uma pausa no nosso processo de imigração do Express Entry e eu não gostaria de deletar essas páginas que possuem informações bem valiosas.

Nossa timeline

Aqui descrevemos quando ocorreram as principais etapas do nosso processo Express Entry.

√ Setembro/2015 – Intercâmbio e visita exploratória a Toronto, Canadá

√ Janeiro/2016 – Agendamento da prova do IELTS

Outubro/2015 a Maio/2016 – Estudo para IELTS General Training

√ Março/2016 – Traduções juramentadas dos diplomas e históricos da graduação e da pós

26/Abril/2016 – Envio pelo Correio da documentação do ECA para a WES

21/Maio/2016 – Prova IELTS General Training

24/Maio/2016 – Recebimento do e-mail de conclusão do ECA

√ 02/Junho/2016 – Recebimento resultado do IELTS

07/junho/2016 – Chegada dos relatórios (documentos físicos) do ECA pelos Correios na nossa casa.

√ 09/Junho/2016 – Recebimento relatório resultado do IELTS

11/Junho/2016 – Envio documento solicitação recorreção IELTS (marido)

15/Junho/2016 – Envio documento solicitação recorreção IELTS (marido) pelo British Council para Londres

6/Setembro/2016 – Recebimento da negativa da recorreção do IELTS do marido

15/Setembro/2016 – Recebimento documento relatório resultado do IELTS (pós-recorreção)

4/Outubro/2016 – Preenchimento do perfil no Express Entry e Job Bank

Gastos com o processo

Aqui detalhamos todas as despesas que tivemos com o nosso processo Express Entry.

PS: Como falamos no post sobre o ECA (veja aqui), nós não pagamos pelo envio dos documentos para o WES, pois o FEDEX não cumpriu o prazo de entrega e estornou o valor que tínhamos pago (R$ 276,06).

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Nossa mudança de plano

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Olá pessoal!

Acredito que até então este tenha sido o post mais difícil de escrever, pois no último ano vivemos tão intensamente todo o processo de imigração canadense, fazendo tantas pesquisas, estudando, investindo ($$$), nos apaixonando e sonhando com o Canadá, que agora é difícil para nós, principalmente pra mim (a esposa) pensar que não vamos mais poder concretizar este sonho, pelo menos por enquanto.

É frustrante, porém como disse Confúcio: “Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer”.

Quem nos acompanha aqui no blog há um tempo sabe um pouco da nossa história e do quanto nos preparamos para fazer o IELTS, fazendo diversos simulados e aulas particulares de speaking e writing (que eram as nossas fraquezas). Acreditamos que nos dedicamos bastante e, por isso, solicitamos a recorreção do IELTS para o marido, confiando muito numa resposta positiva, afinal, eram apenas 0.5 no writing que iria levar o nosso score no Express Entry para 452 pontos. Porém, infelizmente a nota não foi alterada e precisávamos encontrar uma solução, já que a nossa decisão de emigrar do Brasil era definitiva, a vontade enorme e um caminho sem volta.

Nós podíamos escolher estudar ainda mais e refazer o IELTS, porém conversando com o marido ele argumentou que nós já tínhamos nos dedicado muito e, se continuássemos estudando inglês aqui no Brasil a nossa melhora iria ser muito lenta. Então, ele sugeriu que nos mudássemos para um país que falasse inglês e onde pudéssemos trabalhar e viver o idioma no dia a dia, o que nos levaria a aprimorar o idioma mais rapidamente.

Fazer um curso num college no Canadá nunca foi uma opção para nós (mesmo possuindo a quantia necessária), pois achamos o investimento muito alto, além de toda a questão psicológica de fazer um curso de longa duração em inglês. Achamos que nenhum de nós saberia lidar com toda essa responsabilidade e não nos sentimos seguros com o nosso inglês para esse desafio.

Mas e aí, qual país escolher, já que o Canadá não permite mais trabalhar ao estudar inglês? Pesquisando um pouco na internet encontramos as seguintes opções: Austrália, Nova Zelândia e Irlanda. A Austrália e Nova Zelândia particularmente não me atraiam devido à localização (muito longe!) e também pelas burocracias necessárias para levar a nossa gatinha. Porém, a Irlanda mostrou-se uma opção bem interessante, principalmente porque temos uma carta na manga: o marido possui a cidadania europeia! Com isso, o marido pode trabalhar em qualquer país da Europa sem nenhum tipo de visto especial. É “só” entrar no país e procurar emprego. Já eu, teria que escolher se entraria na Irlanda com o visto de estudante (e comprar um curso de inglês temporário) ou se entraria como turista e aplicaria em seguida ao visto de cônjuge de europeu (decisão bem difícil, mas esse é um assunto para um outro post).

Então, nos últimos meses, mergulhamos profundamente nas pesquisas sobre a Irlanda e definimos que essa seria sim uma boa opção para nós, pois é um país com muitas oportunidades de trabalho na área de TI (empresas como Google, Facebook, LinkedIn, Microsoft, Apple, Oracle, etc possuem sede lá) e com uma boa qualidade de vida (7º no último IDH divulgado). Ou seja, estamos aqui, compartilhando com vocês, que o nosso novo destino será a IRLANDA, também conhecida como a ilha da esmeralda. Mas, casal 20, vocês estão desistindo de imigrar para o Canadá? Não, ainda não! Acreditamos que essa temporada na Irlanda nos proporcionará um upgrade no inglês e que refazendo o IELTS depois de um certo tempo com o contato com a língua poderemos alcançar uma pontuação melhor no processo Express Entry, mas nós não sabemos o que o futuro nos reserva né? Quem sabe a gente se apaixona pela Irlanda e fica por lá mesmo? Quem sabe conseguimos um emprego que futuramente nos transfira e imigramos para outro país? Por agora só sabemos que a Irlanda será o nosso primeiro destino internacional e que teremos muitos desafios pela frente!

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Portas coloridas da cidade de Dublin

Acabamos demorando de fazer essa revelação, pois estávamos nos acostumando com a ideia e fazendo as burocracias necessárias para levar a nossa gatinha para a Irlanda. Só com o término da última burocracia (o resultado de um exame exigido para levar pets para a Europa) é que nos sentimos seguros que o novo plano será realizado com sucesso e então viemos compartilhar aqui no blog com todos vocês.

Os últimos meses foram muito desafiadores, pois começamos as nossas pesquisas do zero sobre este novo país, vendemos o nosso apartamento, conseguimos um apartamento temporário para alugar, fizemos um bazar onde vendemos muitos itens que não estávamos mais utilizando e também passamos muito tempo colocando anúncios no OLX, Mercado Livre e nos grupos de vendas do Facebook. Doamos vários itens também. Aprendemos que sim, podemos viver com pouco e nos surpreendemos com a sensação maravilhosa que o desapego faz para o nosso coração e para o nosso bolso!

Esperamos que vocês continuem nos acompanhando e obrigada aos que torceram por nós!

Preenchendo nosso perfil do Express Entry

Depois de muitos meses estudando e providenciando todas as documentações necessárias para o processo Express Entry, finalmente preenchemos o nosso perfil no site do governo canadense em 4 de outubro de 2016.

Relembrando que, para cadastrar o perfil no Express Entry são necessários os relatórios do ECA (Educational Credential Assessment) e do IELTS, pois eles possuem códigos de identificação que devem ser informados no momento do preenchimento do perfil.

Então, o primeiro passo a ser feito é criar uma conta no site do governo do Canadá em http://www.cic.gc.ca/english/e-services/account.asp. Nós escolhemos a opção “GCKey”, pois não possuímos conta em banco no Canadá.

Para criar a conta no “GCKey” é necessário cadastrar um login, senha, e-mail e algumas perguntas de segurança.

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Página para criar conta ou logar no site do governo do Canadá

O processo de imigração canadense já começa a testar a nossa paciência desde cedo. Após criar a conta no site do governo, foram necessárias inúmeras tentativas até finalmente conseguir logar no site e fazer o preenchimento do perfil para o processo Express Entry.

O problema que ocorre é, após clicar no botão “Sign In“, ser encaminhado para a página com detalhes do seu último login e clicar no botão “Continue“, muitas vezes o site redireciona para a página inicial.

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Página exibida após clicar em “GCKey”
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Página exibida após clicar no botão “Sign In”

Então, é necessário voltar para a página do botão “Continue to GCKey” e repetir a sequência de cliques nos botões “Sign In” depois “Continue” até que seja direcionado para a página de “Terms and Conditions” e clicar em “I Accept“.

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Após isto, o candidato deve ser direcionado a uma página para responder a alguma pergunta de segurança previamente cadastrada e, então ser encaminhado para a página onde realiza o cadastro do perfil do Express Entry, conforme tela abaixo.

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Após aparecer essa tela, é só clicar no botão Express Entry. Depois de clicar nesse botão, o candidato será encaminhado para a tela de “Personal Reference Code“, onde deverá inserir o código gerado após ter feito o teste de elegibilidade (http://www.cic.gc.ca/ctc-vac/getting-started.asp) ou, se ainda não fez, clicar no botão “Determine your eligibility and apply…” para fazer o teste.

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Após o teste de elegibilidade, inicia-se o preenchimento do perfil do Express Entry, onde o candidato deve inserir suas informações, tais como:

  • Dados pessoais: nome, gênero, data, país e cidade de nascimento, estado civil, número, data de emissão e expiração do passaporte, país da cidadania, país de residência, quantidade de membros da família, quantidade de dinheiro que irá levar para o Canadá, se possui familiares que moram no Canadá, qual a língua de correspondência (inglês ou francês), e-mail;
  • Histórico educacional: se possui 2º grau ou qualquer outro grau maior de educação, campo de estudo, data de início e fim do estudo, quantidade de anos de estudo, se o estudo foi part-time ou full-time, documento que recebeu ao final do curso (certificado, diploma, etc), país e cidade onde estudou, nome da instituição de ensino, nível de educação que possui, se recebeu um diploma ou certificado canadense para este período de estudo, se possui um ECA dentro dos últimos 5 anos, organização emissora do ECA, data de emissão do ECA, código do relatório do ECA, nível de educação exibido no ECA;
  • Idioma: se consegue se comunicar em inglês e/ou francês, se fez um teste de proficiência do idioma, qual teste e versão do teste foi realizada, quando foi realizado o teste, qual foi a data do resultado, qual o código do relatório do resultado, quais as notas em cada skill;
  • Províncias: quais províncias considera morar, se autoriza que as províncias de British Columbia e Ontario tenham acesso aos seus dados, se recebeu uma nomeação de alguma província;
  • Representante: se deseja indicar um representante (consultor de imigração, advogado, etc);
  • Ocupação: NOC (National Occupation Classification), data em que se tornou qualificado para praticar esta ocupação, se tem algum certificado canadense de qualificação, se possui uma oferta de emprego;
  • Histórico profissional: se possui histórico profissional, qual o NOC dessa experiência profissional, cargo, nome da empresa, país e cidade;
  • Informações do cônjuge: dados pessoais (nome, gênero, data, país e cidade de nascimento), se é cidadão canadense, se possui familiares que moram no Canadá, histórico educacional, idioma, histórico profissional (essas 3 últimas seções solicitam as mesmas informações já requisitadas ao aplicante principal e mencionadas acima).

Após o preenchimento completo do perfil, o sistema exibe a tela abaixo que descreve o status de etapas importantes do processo de imigração Express Entry.  As etapas em destaque são relevantes neste momento, pois confirmam que o candidato atendeu aos critérios do processo e que o cadastro no Job Bank foi aceito.

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O Job Bank (http://www.jobbank.gc.ca/é uma ferramenta do governo canadense onde são disponibilizadas diversas oportunidades de trabalho no Canadá. Para que seu perfil cadastrado do processo Express Entry seja ativado (se você não tiver uma oportunidade de emprego ou uma nomeação de uma província), você deve cadastrar o seu perfil no Job Bank. Nele serão solicitadas dados referentes às cidades e províncias de sua preferência, suas experiências profissionais anteriores e habilidades adquiridas nessas experiências e também informações sobre seu histórico educacional.

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É importante observar, que se o candidato não cadastrar o seu perfil no Job Bank em até 30 dias, o perfil no Express Entry irá expirar.

Além do quadro resumo mencionado acima, o sistema do governo canadense envia mensagens a cada nova etapa importante avançada. Na imagem abaixo, por exemplo, pode-se visualizar que recebemos 2 mensagens: uma referente ao cadastro do perfil no Express Entry (onde o sistema indica que deveríamos preencher o perfil no Job Bank) e a outra mensagem dando as boas vindas e informando que o nosso perfil do Express Entry estava ativo.

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Outra tela importante disponibilizada após a conclusão do preenchimento do perfil do Express Entry é a que está ilustrada nas imagens a seguir. Nela são exibidas informações detalhadas da sua pontuação no processo, divididas por cada item que é levado em consideração no processo, bem como a sua pontuação final. Destacamos abaixo a nossa pontuação final, que foi de 395 pontos.

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A tela exibe também a data em que o seu perfil foi considerado ativo, bem como até quando ele será válido. Após esta data, se desejar continuar no processo Express Entry, é necessário repetir o cadastro de todas as informações.

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DICAS DE OURO:

1) Cuidado com o botão “Start Again” existente no cabeçalho do formulário do Express Entry, pois ele apaga todas as informações já preenchidas no seu perfil! Aconteceu conosco e não queremos que aconteça com mais ninguém! Não clique neste botão ou perderá tudo já cadastrado no seu perfil (a menos que você deseje isso!)

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2) Ao preencher a seção “Histórico Educacional”, para o campo “Level of education“, se o candidato possuir graduação e pós-graduação ambas validadas por um relatório ECA, deve-se escolher a opção “Two or more certificates, diplomas or degrees. One must be for a program of three or more years.”, conforme imagem a seguir:

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Bom, o post ficou bem longo, mas quisemos detalhar esta etapa tão importante, pois no momento que fomos criar o nosso perfil tivemos dificuldades em encontrar materiais sobre esse assunto e também sempre tínhamos curiosidade de saber mais a respeito.

Esperamos que seja útil para vocês!

Até a próxima!

Analisando as estatísticas das rodadas do Express Entry

O processo de imigração para o Canadá, chamado de Express Entry (para saber mais sobre esse processo leia esse post), foi lançado em Janeiro de 2015 e de lá até hoje (16/10/2016) já ocorreram 44 rodadas de convites (rounds of invitation), popularmente chamadas de draws. Nestas rodadas, o governo canadense convida a aplicar à imigração canadense (invitation to apply – ITA) os candidatos que preencheram o perfil do Express Entry, que são elegíveis ao processo e que possuem as maiores pontuações dentro do ranking.

Essas rodadas acontecem normalmente a cada 15 dias, mas como pode-se perceber nos gráficos abaixo, às vezes ocorrem em maiores ou menores intervalos (veja “draw interval days“).

A cada rodada, são divulgadas as quantidades de convites feitos e a menor pontuação do candidato convidado, chamados no gráfico, respectivamente de “number of ITAs” e “cut off score“.

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Analisando o gráfico dos draws ocorridos em 2015, podemos perceber que as 4 primeiras rodadas de convites foram, provavelmente, de candidatos que possuíam oferta de emprego ou nomeação provincial, uma vez que o convidado ganha 600 pontos ao obter um desses benefícios e os cut off dessas rodadas foram acima de 600 pontos. Percebe-se também que nas rodadas iniciais foram gerados cerca de 779 convites, mas posteriormente essa quantidade foi crescendo, tendo uma queda acentuada em abril e voltando a crescer em seguida, mantendo-se na faixa dos 1500 convites após este mês.

Observa-se que, ao longo do ano de 2015, existiram 7 draws na faixa dos 450 pontos, sendo a pontuação mínima do ano de 450 pontos.

Sumarizando, a quantidade total de convites (ITA’s) realizados em 2015 foi de 31.063, realizados em 23 rodadas, sendo a média de 1350 convites. Já a média ponderada da pontuação dos candidatos convidados foi de 517 pontos.

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Já no início de 2016, a quantidade de convites nas 4 primeiras rodadas foi perto de 1500 juntamente com o cut off na faixa de 450 pontos. Em março teve início uma queda na quantidade de convites, que ficou em torno de 1000 e houve um aumento do cut off para cerca de 470 pontos. Em seguida, no mês de maio houve uma queda ainda mais acentuada da quantidade de convites, mantendo-se na faixa dos 700 convites até agosto, onde o cut off permaneceu na faixa dos 480 pontos, tendo como culminância 538 pontos. Em setembro a quantidade de convites voltou a crescer, levando o cut off à faixa de 480 pontos. Até então, a pontuação mínima foi de 453 pontos.

Até o momento, a quantidade de convites (ITA’s) realizados em 2016 foi de 22.098, sendo a média 1052 convites por draw. Já a média ponderada da pontuação dos candidatos convidados foi de 476 pontos, sendo realizadas 21 rodadas. 

Após estas análises, podemos concluir que a quantidade de convites realizados em 2016 ainda está longe de alcançar a quantidade de convites distribuídos em 2015, pois existe uma diferença de 8.965 convites. Se nos basearmos no fato que no ano passado existiram 23 rodadas e, que neste ano já foram realizadas 21 rodadas, seriam necessárias aproximadamente 6 rodadas com cerca de 1.500 convites cada (ou 2 rodadas com 4500 convites), até o fim desse ano para alcançar o mesmo número de convites do ano passado.

Vamos continuar acompanhando para ver qual será o desfecho final deste ano para o Express Entry, pois muita expectativa tem sido criada em torno das altas metas de imigração do Canadá para 2016 e muitas previsões otimistas tem sido feitas. Nós estamos aqui torcendo para que todos os palpites se concretizem, porém não podemos ficar parados esperando, pois a nossa vontade de imigrar é muito grande.

Enquanto isso, nós vamos colocando em prática o nosso plano B e logo logo vamos compartilhar tudo por aqui também.

Até a próxima, pessoal!

Solicitando a recorreção do IELTS

 

young pretty woman thinking and sitting on a big books pile

Como falamos no post sobre a nossa primeira experiência com o IELTS, por acharmos que o marido possuía potencial para ter uma nota maior no writing e por sabermos que essa correção é feita por humanos sendo portanto, subjetiva, tomamos a decisão de solicitar a recorreção do writing (e também do speaking) do IELTS do marido.

É importante tomar a decisão de solicitar a recorreção o mais rápido possível, uma vez que o relatório com o resultado do IELTS deve ser encaminhado de volta para o British Council em SP em até 6 semanas após a data de realização da prova.

Como solicitar a recorreção do IELTS:

1) Enviar e-mail para o British Council (exames.sp@britishcouncil.org.br) fazendo a solicitação de recorreção do IELTS;

2) Pagar a recorreção no valor de £60,00, sendo que o boleto enviado por eles já é convertido em reais (o valor pago por nós foi de R$ 316,20 em junho/2016);

3) Preencher o formulário recebido por e-mail com os dados pessoais e enviar este preenchido juntamente com o relatório do IELTS recebido em casa, pelo correio para o British Council em SP por SEDEX (exigência do próprio British Council).

Pronto, agora é “só” controlar a ansiedade e aguardar até 8 semanas para saber o resultado, se existiu ou não alteração da nota (lembrando que não poderá existir redução da nota, apenas aumento ou não alteração). Caso a nota seja alterada, o British Council fará o reembolso da taxa paga para o candidato.

ALERTA! Enviamos e-mail para o British Council questionando se o código do resultado do IELTS do marido ficaria inativo enquanto seria feita a revisão e a resposta foi SIM! Por isso não pudemos submeter o nosso perfil do Express Entry até que saísse o resultado da recorreção.

A nossa experiência

Infelizmente a nossa experiência com a recorreção do IELTS foi bastante frustante. Primeiro, o prazo de até 8 semanas (60 dias) para nos informarem o resultado não foi cumprido. Ao invés de 60 dias recebemos a resposta após 81 dias e meio. Foi muito difícil lidar com toda a ansiedade e angústia, além de ainda depender dessa resposta para tomarmos algumas decisões (vendemos o nosso apto nesse período e tínhamos que decidir por qual período de tempo íamos alugar um apto temporário). No dia seguinte após o dia que atingimos o prazo de 60 dias, entramos em contato por e-mail e por telefone com o British Council e eles informaram por telefone que a equipe do Cambridge de Londres estava sobrecarregada e que não estavam mais levando 8 semanas para dar a resposta, mas sim até 10 semanas. Ao término do prazo das 10 semanas, ligamos novamente e eles informaram que ainda não tinham uma resposta para nos dar, e nos deram a opção de escrever um e-mail em inglês para o Cambridge reclamando e explicando o nosso caso. Marido e eu conversamos e resolvemos não escrever nenhum e-mail de reclamação, com receio disso influenciar na análise da recorreção dele.

Enfim, após 81 dias e meio recebemos o e-mail do British Council informando que a nota do IELTS do marido NÃO tinha mudado após a recorreção e, que seria enviado novamente o certificado do IELTS juntamente com uma carta informativa da não alteração da nota (que chegaram 9 dias após a comunicação do resultado).

No fundo, nós tínhamos muitas esperanças de um resultado positivo, pois tínhamos visto alguns casos de sucesso de situações semelhantes à situação do marido (a nota mudar de 6.5 para 7.0 no writing), mas infelizmente não tivemos o mesmo final feliz.

Um sinal contra a mudança da nota do IELTS que não quisemos “aceitar” foi que a professora de inglês especializada em IELTS que contratamos para corrigir os nossos essays (veja mais informações aqui) acertou em cheio as nossas notas. Em nenhum momento o marido tirou uma nota maior do que 6.5 nos essays e eu uma nota maior do que 6.0, o que nos faz pensar hoje, que a nossa nota dos writings IELTS realmente estava correta.

Mas e aí, casal 20, vocês acham que vale a pena pedir a recorreção do IELTS? SIM! Como não tem prova do IELTS na nossa cidade (Salvador) e teríamos muitos custos para realizar uma nova prova (passagem aérea, hospedagem, prova), além de termos consciência de todos os nossos esforços dedicados à prova (fizemos cerca de 14 writings que foram corrigidos por profissionais especializados), achamos que não íamos nos perdoar se não tentássemos a recorreção e recomendamos a todos que consigam fazer uma auto-avaliação e tenham como resultado um sentimento positivo.

Agora é esquecer o passado, planejar o futuro e colocar em prática o nosso plano B!

Continuem acompanhando a nossa história aqui no blog!

Até a próxima, pessoal!

Como imigrar para o Canadá?

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Acredito que todo esse caos econômico e político que o nosso país está passando tem feito crescer as pesquisas sobre imigração, principalmente para o Canadá. Sempre enfatizamos que a fonte mais segura e confiável, que possui todos os detalhes sobre as informações relacionadas à imigração é o site do governo canadense (http://www.cic.gc.ca/).

Neste post iremos resumir algumas formas existentes atualmente (Julho/2016) de imigrar para o Canadá, para que a partir disso você possa aprofundar as suas pesquisas. Isto é o que temos feito para elaborarmos o nosso plano B para imigrarmos para o Canadá, enquanto esperamos ansiosamente pelo resultado da recorreção do IELTS do marido (precisamos estar preparados e pensar em outras alternativas de imigração, caso a nota dele não seja alterada).

Então, quais são as formas de imigrar para o Canadá?

A) Express Entry

Como já havíamos falado nesse post (consulte para mais informações), o processo Express Entry possui 3 modalidades. Os candidatos devem ser elegíveis a alguns critérios para poderem ser aceitos na base de dados de candidatos, para em seguida serem selecionados conforme a pontuação obtida (quanto mais qualificado, maior a pontuação!), e passam pela análise da documentação comprobatória. Só então são convidados a imigrar adquirindo a residência permanente.

Para verificar se possui o perfil exigido para alguma das modalidades, pode-se fazer uma previsão no simulador existente no site do governo canadense (http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/skilled/crs-tool.asp).

B) Processos provinciais

O Canadá possui 10 províncias e 3 territórios, sendo que cada um deles possui um processo independente de imigração. Os processos podem ser direcionados para engenheiros, profissionais de saúde, estudantes internacionais, empresários, fazendeiros, trabalhadores técnicos, profissionais qualificados, pessoas que falam Francês, etc.

De forma geral, ao se candidatar ao processo provincial, o candidato deve cumprir os requisitos solicitados pela província, comprovar o atendimento aos requisitos através da documentação exigida e após análise desta documentação, o candidato então recebe a residência permanente.

É importante ressaltar que o candidato deve se comprometer a residir na província que forneceu a sua residência permanente até conquistar a sua cidadania canadense (aproximadamente entre 4 e 5 anos residindo no Canadá), uma vez que até este momento ele poderá ter que fornecer explicações ao governo canadense comprovando que permaneceu na província.

Deixaremos a seguir os links dos sites oficiais de cada uma das províncias para que você possa consultar e obter detalhes de como funciona cada um dos processos provinciais e verificar qual processo melhor se encaixa ao seu perfil.

Províncias:

1) Albertahttp://www.albertacanada.com/opportunity/immigrating/ainp.aspx

2) British Columbiahttps://www.welcomebc.ca/Immigrate-to-B-C/B-C-Provincial-Nominee-Program

3) Manitobahttp://www.immigratemanitoba.com/

4) Newfoundland and Labrador: http://www.nlpnp.ca/index.html

5) New Brunswickhttp://www2.gnb.ca/content/wel-bien/en/immigrating_and_settling/how_to_immigrate/new_brunswick_provincialnomineeprogram.html

6) Nova Scotiahttps://novascotiaimmigration.com/

7) Ontariohttp://www.ontarioimmigration.ca/en/pnp/OI_PNP_EE.html

8) Prince Edward Island: http://www.gov.pe.ca/immigration/index.php

9) Quebechttp://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/en/index.html

10) Saskatchewanhttp://www.saskatchewan.ca/residents/moving-to-saskatchewan/immigrating-to-saskatchewan/saskatchewan-immigrant-nominee-program

Territórios:

1) Northwest Territories: http://www.immigration.ca/PT/northwest-territories-and-nunavut-immigration.html

2) Nunavut: http://www.immigration.ca/PT/northwest-territories-and-nunavut-immigration.html

3) Yukon: http://www.education.gov.yk.ca/YNP.html

C) Estudo (graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado)

Esta, sem dúvida, é a forma mais popular de imigração. Popular não por conta do preço (que é bem salgado!), mas sim porque é a maneira que percebemos que a maioria das pessoas utilizam para tentar imigrar (dizemos tentar, pois ainda existe um longo caminho a ser percorrido até conquistar a tão sonhada residência permanente e nada está garantido apenas fazendo o curso).

Resumidamente, para uma pessoa tentar imigrar por essa forma o primeiro passo é se matricular em um curso full time em um College (público) ou Universidade e cursar graduação, pós-graduação, mestrado, ou doutorado (cursos de inglês não contam para imigração). O custo desses cursos é alto: cerca de 7.000 CAD (dólares canadenses) por semestre, sem falar na quantia que deve ser comprovada para evidenciar que você é capaz de se sustentar (e à sua família, caso se aplique). Mais detalhes sobre os valores necessários para a comprovação financeira em: http://www.cic.gc.ca/english/study/study-how-documents.asp

Com o visto de estudos, o estudante adquire a permissão de trabalhar por até 20 horas semanais durante o período de aulas e até 40 horas semanais durante as férias. Caso o estudante vá para o Canadá acompanhado pelo seu cônjuge, este recebe a permissão de trabalhar 40 horas semanais. Para mais informações sobre o visto de estudos, acesse http://www.cic.gc.ca/english/study/study.asp.

Após o período de estudos, o aluno poderá se candidatar ao programa PGWP (Post-Graduation Work Permit), que permite que os estudantes internacionais que se formaram em uma instituição de ensino canadense, recebam a permissão para trabalhar no Canadá e adquirir experiência na área de estudo. Esta experiência canadense poderá qualificar o candidato para a futura residência permanente através do programa de imigração CEC (Canadian Experience Class). Para que a experiência seja válida para o programa de imigração, ela deve ser em uma profissão qualificada nos NOC A, B ou 0 (zero). O prazo dessa permissão de trabalho vai variar conforme a duração do curso escolhido e pode ser de, no mínimo 8 meses e, no máximo 3 anos. Vale destacar que essa permissão de trabalho pelo PGWP só é obtida apenas uma vez na vida por pessoa. Mais detalhes  sobre o PGPW em http://www.cic.gc.ca/english/resources/tools/temp/students/post-grad.asp.

D) Cuidadores de crianças, idosos ou portadores de necessidades especiais

Existem 3 modalidades de processos para pessoas que desejam ser cuidadoras no Canadá:

  • Cuidadores de crianças;
  • Cuidadores de pessoas portadoras de necessidades especiais;
  • Cuidadores de crianças, idosos ou portadoras de necessidades especiais sem supervisão, que devem morar nas residências do empregador.

Para cada uma das modalidades existem alguns requisitos relacionados à experiência profissional, formação educacional e proficiência no idioma. Para mais informações sobre esse processo, acesse http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/caregivers/index.asp.

E) Self-employed

Este processo de imigração é para pessoas que tem a intenção de trabalhar por conta própria no Canadá, porém para ser elegível a este processo os candidatos devem atender aos requisitos relacionados à experiência profissional prévia e deverão trabalhar em uma das áreas exigidas pelo governo do Canadá. Para mais detalhes acesse http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/business/self-employed/apply-who.asp.

F) Start-up visa

Esse programa é direcionado para pessoas que estão dispostas a empreender no Canadá. Para isto é preciso uma carta de suporte detalhando o investimento oferecido por uma organização que possua autorização do governo canadense para investir em novas ideias de negócios, assim como atender aos requisitos de quantidade de pessoas proprietárias da empresa, % de direito a voto na empresa, proficiência no idioma e comprovação de recursos financeiros suficientes para sustentar a si e aos seus dependentes. Mais informações em http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/business/start-up/index.asp.

G) Sponsorship

É uma categoria onde é necessária a existência de um sponsor (patrocinador) que deve ser um cidadão canadense ou residente permanente, maior de 18 anos e que resida no Canadá, que irá patrocinar a imigração para o Canadá.

É possível fazer sponsorship do cônjuge, parceiro de união estável ou filho (menor de 19 anos), porém é necessário que o sponsor comprove que possui recursos financeiros suficientes para sustentá-lo entre outras exigências que são detalhadas em http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/sponsor/spouse.asp.

Também é possível fazer sponsorship dos pais ou avós, porém deve-se ficar atento ao período de abertura deste processo, uma vez que as vagas anuais desta sub-categoria são limitadas. Para mais detalhes sobre os requisitos necessários, acesse http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/sponsor/parents.asp.

Como você pôde ver, existem diversos processos de imigração para o Canadá e provavelmente deve existir um processo que melhor se adeque ao seu perfil e ao da sua família. Agora é só mergulhar profundamente nas pesquisas, se planejar e aplicar!

Espero que tenha ajudado. Até a próxima!

Nossa primeira experiência com o IELTS

Eu e o marido fizemos no mês passado, dia 21/5, a nossa prova do IELTS General em Recife e vamos compartilhar como foi nossa experiência neste post.

Antes da prova

Como mencionamos neste post sobre o IELTS, monitoramos por meses as datas do exame e, como não havia data disponível na cidade em que moramos, optamos por Recife por ser a cidade mais próxima com exame. Fizemos a nossa inscrição em 25 de Janeiro. Como é descrito nos Termos e Condições de aceite do IELTS, a prova de speaking poderá ocorrer no prazo de até 7 dias antes a até 7 dias depois da data de realização do restante da prova (Listening, Reading e Writing), inclusive em dias úteis. Por isso, resolvemos permanecer em Recife por cerca de 6 dias para garantir que teríamos algumas opções de dias para realizar a prova de speaking. Além disso, em 7 de março, enviamos um e-mail ao British Council (exames.sp@britishcouncil.org.br) informando que morávamos em outra cidade e, que estaríamos indo a Recife para fazer o exame e questionamos se existia a possibilidade do nosso speaking ser feito dentro do período da nossa estadia. Recebemos uma resposta ao nosso e-mail, no dia seguinte, informando que tinham feito uma notificação nas nossas inscrições sinalizando nossas disponibilidades para o exame e, que fariam o possível para atendê-la, embora não fosse uma garantia de agendamento. Neste e-mail, eles informaram que os e-mails de confirmação com detalhes de datas/locais/horários dos testes seriam enviados somente 1 semana antes da data da prova. No entanto, recebemos os nossos e-mails contendo as informações detalhadas do exame no dia 2 de maio pela tarde (quase 3 semanas antes do exame), onde dizia que a nossa prova de speaking seria feita no mesmo dia das demais provas, porém no período da manhã. Eu, a esposa, faria o exame às 9:20 am e, o marido, às 10:20 am.

Conforme orientado no e-mail do British Council, chegamos ao local da prova 30 minutos antes do exame de speaking. Nos identificamos e fomos orientados a esperar a nossa vez para tirar a foto e coletar as nossas impressões digitais em uma sala. Durante este momento foram passadas informações gerais sobre as provas de listening, reading e writing que aconteceriam pela tarde, como o que poderia ser levado para dentro da sala (lápis, lapiseira, apontador, borracha e garrafa de água mineral transparente sem o rótulo e o nosso documento de identificação – passaporte ou RG cadastrado no momento da inscrição), sobre o tempo de duração das provas, a existência de uma sala onde os candidatos deveriam deixar seus pertences como bolsas, carteiras, celulares, etc.

Durante a prova

Speaking

No momento que realizamos o speaking, percebemos que existiam 2 examinadores avaliando os candidatos (cada um em uma respectiva sala). Fomos encaminhados por uma funcionária da Cultura Inglesa para aguardar em cadeiras localizadas na frente da sala onde os examinadores recebiam os candidatos para fazer o exame, pois já havia um candidato em cada sala sendo avaliado. Quando o candidato saiu da sala, percebi que o examinador passou ainda alguns minutos fazendo anotações e depois olhando o livro de tópicos dentro da sala (provavelmente escolhendo o tema da próxima vítima =P). Então, o examinador, que era Britânico (deu para reconhecer pelo nome e sobrenome quando ele se apresentou e depois confirmamos com uns amigos de Recife que já tinham feito o IELTS e que conheciam os professores da Cultura Inglesa), me chamou para entrar na sala (eu, a esposa, fiz o teste primeiro). A primeira impressão foi ótima, pois o examinador era muito simpático, entusiasmado, ajudando a aliviar a tensão trazida pelo momento. Ah, o examinador possuía também uma boa pronúncia, o que ajudou a eliminar o medo de não entender alguma pergunta e ter que pedir para repetí-la.

O examinador então informou que o exame seria gravado, se apresentou, fez a pergunta de como era o meu nome completo, como eu gostaria de ser chamada e iniciou as perguntas da parte 1, e as quais consegui me lembrar, foram as seguintes:

Como é a cidade onde você vive? Você vai morar nessa cidade para sempre? Como são os meios de transporte da sua cidade? Você gosta de caminhar na sua cidade? Já caminhou em alguma cidade que tenha gostado? Gosta de barulho? (ele usou a palavra “noise” mesmo!) Que tipo de barulho gosta de ouvir?

Na parte 2, o examinador me entregou um papel e lápis e me deu o seguinte tópico, onde eu tive 1 minuto para planejar o que iria falar:

Descreva uma grande mudança que aconteceu na sua vida: qual foi essa mudança, quando aconteceu, como se sentiu.

Nesta etapa o candidato deve falar por cerca de 2 minutos, e eu fiquei muito feliz, pois consegui falar durante os 2 minutos, precisando o examinador me interromper (o que dizem ser o mais indicado). Em seguida ele fez mais uma pergunta simples relacionada a mudanças.

Na última parte, a 3, o examinador fez diversas perguntas relacionadas a mudanças tais como:

Você acha que ocorreram muitas mudanças nos últimos anos? A tecnologia afeta o trabalho das pessoas? Todos os tipos de trabalho tem a opção de trabalhar remotamente?

Foram muitas perguntas e no final eu já estava achando o meu discurso repetitivo, cansada e doida para que acabasse logo o speaking. Ao final, o examinador me levou até à porta da sala e me cumprimentou, apertando a minha mão. Achei muito generoso da parte dele e morri de vergonha, pois a minha mão estava gelada!

Acredito que o mais importante no speaking seja controlar as emoções, transmitir confiança ao examinador, lidar com o nervosismo e com a ansiedade de ser avaliado.

Após o speaking, voltei para o flat onde estávamos hospedados, que era na mesma rua da Cultura Inglesa, e consegui contar ao marido alguns detalhes do meu teste, antes dele realizar o dele às 10:20 am.

Por coincidência, o marido fez o speaking dele com o mesmo examinador, o que me deixou bem satisfeita, pois como mencionei antes, a positividade do examinador foi essencial para uma boa realização desta parte do exame para mim. No speaking do marido foram feitas as seguintes perguntas.

Parte 1:

Como é a cidade onde você vive? Como são os meios de transporte da sua cidade? Você vai morar nessa cidade para sempre? Você gosta de cantar? As pessoas do seu país tem o hábito de gostar de cantar? Qual a influência dos pais na educação musical dos filhos?

Parte 2:

Fale sobre o que você faz para se manter saudável, descrevendo desde quando faz, por que você gosta/não gosta de fazer e quem te incentivou a começar.

Parte 3:

Perguntas relacionadas à importância de cuidar da saúde, papel do governo nesse processo, quais atividades físicas as pessoas do seu país costumam fazer, entre outras.

Após o speaking do marido, nos encontramos novamente no flat que estávamos, descansamos um pouco e tivemos que sair para almoçar, pois precisávamos estar no local do exame às 12:30, já que o exame começaria pontualmente às 1 pm. Às 12:30 chegamos ao local do exame e deixamos os nossos pertences na sala disponibilizada para essa finalidade e fomos direcionados à sala onde faríamos a prova.

Já dentro da sala, que possuía 15 mesas retangulares (não eram aquelas de um braço só), a fiscal passou todas as orientações relacionadas ao exame, como por exemplo sobre a contagem do tempo que é feito de forma decrescente e é projetado no quadro branco para que todos vejam. Perguntou se era necessário desligar o ar-condicionado e eu fui uma das incentivadoras a desligá-lo, pois com certeza iria atrapalhar durante o listening. A fiscal então desligou o ar-condicionado antes de colocar o áudio do listening.

Listening

Tive a impressão do listening ter sido mais difícil do que todos os simulados que eu havia feito. Achei bem complicado ouvir e escrever as respostas ao mesmo tempo. Infelizmente não consegui ouvir algumas respostas da primeira seção e em uma seção (a que tem 2 pessoas conversando) tive que chutar 6 questões, pois não consegui acompanhar o diálogo). O áudio das vozes parecia ser mais grave e dificultou o meu entendimento. Para compensar, na última seção consegui ouvir todas as respostas. Já o marido achou a prova mais fácil do que todos os simulados do Cambridge 10 e 11 que tínhamos feito. Ao final, tivemos os 10 minutos para passar as respostas para a folha de respostas e, após isto a fiscal recolheu os cadernos de questões e pediu para que nós virássemos a folha de respostas, pois era nela que seriam anotadas as respostas do reading.

Reading

A fiscal entregou o caderno de questões do reading e tivemos 60 minutos para ler todos os textos e colocar as respostas na folha de respostas (não houve tempo adicional para isto como teve no listening, o que já sabíamos). Achei os textos bem simples,  inclusive o último texto que é maior e costuma ter vocabulário mais complicado, no nosso exame teve um vocabulário bem acessível. Confesso que tive dificuldades de me concentrar no início, pois estava estressada por causa do mau desempenho do listening que tinha feito anteriormente, mas ao longo da leitura fui me acalmando. O marido também achou mais simples que os simulados do Cambridge, principalmente a questão que ele achava a mais difícil de todas, onde temos que dar títulos aos parágrafos. No final, a fiscal recolheu o caderno de questões e a folha de respostas.

Writing

A fiscal entregou o caderno contendo os temas e as folhas de respostas.

Os temos foram mais ou menos os seguintes:

Task 1 – Letter – Formal
Escreva uma carta para o conselho da sua cidade falando sobre os problemas que estavam ocorrendo na vizinhança devido à existência de um estádio de esporte. Fale quem você é, onde você mora, quais os problemas que estavam acontecendo e sugestões de solução para os problemas.

Consegui atingir a quantidade mínima de palavras que é de 150, mas achei o meu texto com vocabulário simples.

Task 2 – Essay
A média de idade que as pessoas estão tendo filhos está aumentando e isso pode ser um problema para a família e para o país. Qual a sua opinião sobre isso?

Infelizmente, acredito que a questão do tempo me pressionou e não consegui atingir a quantidade mínima de palavras, que é de 250. Não consegui ter ideias nem vocabulário para desenvolver o texto, perdendo muitos minutos para escrever a introdução. Os parágrafos de desenvolvimento ficaram curtos, mas consegui escrever uma conclusão antes de terminar o tempo (dica maravilhosa da Liz do IELTS Liz! https://www.youtube.com/watch?v=FNZ4zuFmap4&index=6&list=PLOSo0A8ngEXUNqNesQ6cFtmtsL95UZWYh).

Após a prova

No e-mail recebido do British Council onde eles informaram detalhes sobre a prova, também continha a informação de que as nossas notas seriam disponibilizadas no site em 3 de junho, ou seja, 13 dias corridos após a prova. Já o relatório oficial contendo todas as informações do resultado do exame seria enviado pelos Correios como carta registrada também no dia 3 de junho e o prazo de entrega era de 7 a 15 dias úteis.

Nossos resultados

Os nossos resultados foram disponibilizados no dia 2 de junho às 20:30 no site do British Council e foram uma grande surpresa para nós. Para mim, a esposa, foi uma surpresa muito positiva, pois esperava uma nota baixíssima no listening e no writing (por causa dos motivos contados mais acima), mas foi com enorme alegria que atingi pelo menos 6.0 em todas as habilidades, garantindo um CLB 7 (tá, esperava mais no reading que eu tinha achado fácil, mas realmente não sei o motivo de não ter tirado uma nota maior). Já o marido tirou a nota máxima nas provas de listening e reading, mas não foi muito bem no writing, o que o levou a um CLB 8. Para mais informações sobre os CLB’s acesse: http://www.cic.gc.ca/english/resources/tools/language/charts.asp

Vale ressaltar que, tanto as minhas notas do speaking e writing quanto as notas do marido foram exatamente as notas estimadas pela professora que corrigiu os nossos textos quanto pelo professor que avaliou o nosso speaking. Por isso, mais uma vez indicamos a contratação desses serviços para ajudar a estimar a nota e melhorar o desempenho.

Nossos relatórios chegaram na nossa casa no dia 9 de junho e então, decidimos que iríamos solicitar a recorreção do writing do marido para o British Council. Sim, isso é possível, e num próximo post compartilharemos tudo como funciona essa etapa com vocês.