Como levar pets para a Irlanda

Olá pessoal!

Nesse post iremos contar como foram feitas as últimas etapas para viajar com a nossa gatinha para a Irlanda, assim como foi a viagem de Salvador até Dublin. Já detalhamos neste post as primeiras etapas do que deve ser feito ainda no Brasil para levar pets para a Irlanda e, se você ainda não leu, corre lá no outro post!

Depois do esposo ter conseguido um apto pet friendly em Dublin, realizamos a compra da minha passagem, assim como a compra da passagem da nossa gatinha. Lembrando que no momento da compra da passagem deve-se avisar à cia aérea que o passageiro irá transportar um animal, para que a empresa verifique se será possível transportar no voo escolhido, pois algumas empresas tem limite da quantidade de animais por aeronave (algumas só permitem 2 animais na cabine por aeronave).

Obtendo o atestado de saúde e o CZI

Após comprar as passagens, entrei em contato com o Departamento de Agricultura do Aeroporto de Salvador por telefone (071-3204-1237, horário: 8h às 12h / 14h às 17:30h) para agendar a visita para obtenção do CZI (certificado zoossanitário internacional). A funcionária agendou para exatos 3 dias antes da viagem. Ela me orientou que deveria levar no dia agendado o atestado de saúde emitido por um veterinário e me enviou o modelo por e-mail, pois o link do site estava com erro. Neste atestado deveria existir a descrição e data da aplicação de antiparasitários internos e externos (mesmo existindo nos sites tanto da Irlanda quanto do Brasil, que esta era uma exigência apenas para cães e não necessária para gatos). Então, no dia anterior ao agendado para ir no aeroporto obter o CZI, fui na veterinária para pegar o atestado de saúde da nossa gatinha. A veterinária já conhecia o modelo e o utilizou, preenchendo as informações referentes a nossa gata e custou R$ 130,00.

Então, no dia e horário agendados, compareci ao Aeroporto de Salvador, no Departamento de Agricultura e obtive o CZI da nossa gatinha, sem custos. Mas, fui surpreendida com uma exigência: a funcionária exigiu que eu retornasse na clínica para pegar a assinatura e carimbo da veterinária, nos campos referentes à aplicação de antiparasitários internos e externos existentes no CZI. Insatisfeita com a exigência, mas com receio de que alguém me cobrasse essa burocracia durante a viagem, tive que voltar na clínica e pegar a assinatura e carimbo da veterinária no CZI, conforme exigido.

Comunicando a entrada de animais em Portugal

Viajar com animais é um ato de muita responsabilidade e nós, como responsáveis por eles, devemos pesquisar e obter todas as informações com antecedência para evitar surpresas. Então, recomendamos sempre consultar os sites dos ministérios da agricultura dos países pelos quais irá passar, para checar os requisitos necessários.

Como iríamos fazer uma parada em Portugal, consultamos o site do ministério da agricultura do país (http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=1722730&cboui=1722730) e descobrimos que seria necessário realizar a comunicação de chegada de animal no país com no mínimo com 48h de antecedência. Então, 3 dias antes da nossa chegada, preenchi o formulário indicado no site e enviei junto com a documentação solicitada para o e-mail também indicado no site. Recebi a resposta por e-mail algumas horas depois, confirmando o recebimento das informações e que tudo estava conforme o exigido. Também informaram que, ao chegar em Lisboa, eu deveria comparecer ao posto de inspeção veterinária, próximo à esteira de bagagem 9, com a documentação original e com o animal, além de pagar uma taxa de 30 euros em espécie.

 A viagem

Como mencionamos no outro post, decidimos dividir a nossa viagem em 2 etapas: 1) Salvador-Lisboa com a nossa gatinha na cabine e; 2) Lisboa-Dublin, onde ela deveria ir obrigatoriamente no cargo, pois não encontramos na Irlanda, uma cia aérea que permitisse que animais sejam transportados na cabine.

No dia da viagem Salvador-Lisboa, forrei a caixinha de transporte com um tapete higiênico para prevenir possíveis vazamentos, caso ela fizesse xixi durante a viagem. Coloquei dentro da caixa também uma mantinha de lã para protegê-la do frio/ar-condicionado do avião. Retirei a comida dela por volta das 19:30, já que o nosso voo era às 23:55 e eu iria para o aeroporto às 20h. É importante lembrar que levei na minha mochila de mão uma pasta com todos os documentos da nossa gatinha: o comprovante de pagamento da “passagem aérea” dela de Salvador para Lisboa, o resultado do exame da sorologia de raiva, o certificado do microchip, os cartões de vacinação, o atestado de saúde emitido pelo veterinário e o CZI.

Chegamos ao aeroporto e, no momento do meu check-in, comuniquei que estava transportando um animal e mostrei o CZI da nossa gatinha. A funcionária da cia aérea marcou o meu assento no corredor. Após as despedidas, chegou o momento de passar no raio x do embarque internacional. Lá, os funcionários me orientaram a retirar a minha gatinha da caixa de transporte e passar no raio x com ela separada do meu corpo. Nesse momento, coloquei a guia da coleira para gatinhos que eu tinha comprado da Zeecat (ela já estava com o peitoral), pois caso acontecesse dela ficar assustada e saísse correndo pelo aeroporto eu teria como segurá-la pela guia que estava bem enrolada no meu braço. Me senti na cena quando apresentaram o Simba após o nascimento do filme “O Rei Leão”. Elsa ficou um pouco assustada, mas como nada foi detectado, fui autorizada a colocá-la novamente na caixa de transporte.

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Ao embarcar na aeronave, acomodei a nossa gatinha no compartimento localizado embaixo do assento na poltrona da frente (local onde normalmente esticamos as pernas). A nossa Elsa se comportou como uma lady durante todo o voo. Não miou, não fez xixi nem cocô. Abri a caixinha em diversos momentos para checar se ela estava bem (e viva! risos) e, como dei sorte de não ter ninguém sentado ao meu lado na janela (nós estávamos na poltrona do corredor), sentei na poltrona da janela e coloquei a caixinha dela na poltrona do corredor, mais perto de mim. Chegamos em Portugal por volta das 11h da manhã e não existia fila para imigração. Após passar na imigração, peguei a minha bagagem e me dirigi, ainda lá dentro do saguão das esteiras de bagagem, para a inspeção veterinária da nossa gatinha, que eu havia agendado anteriormente. A inspeção foi super rápida. A funcionária responsável apenas conferiu os documentos, tirou cópia deles, escreveu no CZI alguma informação referente à nossa chegada em Portugal e usou um aparelho para conferir a numeração do microchip da nossa gatinha, mas eu nem precisei tirá-la nem abrir a caixinha para isto. Paguei os 30 euros em dinheiro e me dirigi ao desembarque. Lá havia um funcionário que tentou encrencar com uma caixa de papelão que eu estava levando (e que continha minhas roupas), mas informei que estava de mudança e que estava portando animal e mostrei rapidamente a documentação da nossa gatinha e ele nos deixou passar.

No desembarque, um primo do meu esposo estava nos aguardando e nos levou na clínica que eu havia pesquisado para fazer o passaporte português da nossa gatinha. O nome da clínica é Olivais Norte (http://www.vet-olivaisnorte.pt/) e fica próxima ao aeroporto. É bom checar o horário de funcionamento no site antes de ir, pois eles tem um intervalo grande no almoço. Para fazer o passaporte (que foi entregue na hora), mostrei os cartões de vacinação, certificado de microchip e resultado do exame de sorologia. Em fevereiro/2017 custou 15 euros. Foi necessário também fazer o exame clínico para anexar no passaporte a informação que o animal estava apto para viajar, e custou 23,50 euros.

Com o passaporte em mãos, após comprar areia e comida úmida hipercalórica para dar na seringa para ela (pois, como imaginamos ela ficou assustada após a viagem e não quis se alimentar nem beber água sozinha), fomos para o Airbnb pet friendly com a nossa gatinha (https://www.airbnb.com.br/rooms/14449298), que uma conhecida que tinha ficado lá havia nos indicado. A localização é ótima, fica perto do aeroporto e do shopping Vasco da Gama, o que foi ótimo para que eu pudesse almoçar e comprar coisas para tomar café da manhã e jantar. Ah, eu improvisei e coloquei a areia em um saco plástico bem grande que levei do Brasil e fiz o formato de um retângulo (simulando o formato da caixa de areia e a nossa gatinha usou a areia dessa forma).

No total, a nossa hospedagem em Lisboa foi de segunda a quarta-feira (20/fev a 22/fev), quando partimos de Lisboa para Dublin. Optamos ficar 3 dias em Lisboa, pois caso ocorresse algum imprevisto ainda conseguiríamos contornar. E como desconfiávamos, o imprevisto ocorreu. Tínhamos agendado o embarque da nossa gatinha para dia 21/fev com a Geopets, mas a cia aérea Aer Lingus informou que não seria possível e só poderia embarcá-la dia 22/fev (o dia do meu voo para Dublin). Como meu voo era às 14:40, conversei com o Sérgio da Geopets se seria possível deixar a minha gatinha por volta do meio dia, para que eu não perdesse o meu voo e ele disse que não tinha problemas deixar ela naquele horário.

Então, no dia 22/fev, o primo do meu esposo nos levou ao endereço indicado pela Geopets (não era no aeroporto, era num galpão próximo ao aeroporto). Coloquei a manta de lã e um brinquedo que ela gosta dentro da nova caixa de transporte, que era uma caixa específica para transporte por cargo aéreo (com bebedouro), que comprei na Geopets. Realizei o pagamento da caixa e do serviço em espécie, mas era possível fazer antes também através de transferência bancária. A Geopets emitiu um documento e me enviou por e-mail, que o meu esposo deveria mostrar no aeroporto em Dublin para autorizar a retirada da nossa gatinha por ele, já que eu ainda faria conexão em Londres e chegaria após ela. Deixei a nossa gatinha lá por volta das 12:30 junto com toda a documentação original e o coração em pedaços de preocupação.

Conforme informações da Geopets, o voo da nossa gatinha sairia de Lisboa às 18:30 e chegaria em Dublin por volta das 21:25. A Geopets informou que deveríamos conseguir retirá-la cerca de 40 minutos após o pouso. Com isso, o esposo monitorou o voo da nossa gatinha através do site Flight Radar e verificou que o voo estava adiantado e que pousou por volta das 21h. O esposo chegou na área de desembarque de cargas da Aer Lingus às 21:40 para fazer a retirada da nossa gatinha. Neste momento, ele realizou o pagamento de 73,80 euros no cartão de crédito, pois o funcionário informou que o setor administrativo iria encerrar às 22h e que ele deveria realizar o pagamento naquele momento, mesmo a nossa gatinha ainda não estando disponível para retirada. O esposo então fez o pagamento e pediram que ele aguardasse no carro (pois a sala de espera é na área administrativa), que um funcionário iria avisá-lo quando a entrega da nossa gatinha estivesse pronta para ser feita. Mais de uma hora se passou e às 23h a nossa gatinha ainda não tinha sido entregue e eu já havia desembarcado (o meu voo atrasou na saída de Londres e chegou bem após o horário previsto) e o desespero começou a tomar conta de nós. Aquela chuva chatinha nos recebia e nos deixava ainda mais preocupados onde estaria a nossa gatinha naquela chuva e frio que fazia em Dublin. Então, após muita insistência do esposo, os funcionários da Aer Lingus entregaram a nossa Elsa às 23:20 com a caixa bastante molhada no exterior e a manta apresentava gotas de chuva. Estes problemas nos deixaram muito insatisfeitos, pois pagamos muito caro para receber um serviço com péssima qualidade pela Aer Lingus. Mesmo sabendo que a Geopets não tinha culpa, fizemos questão de formalizar uma reclamação por e-mail para eles encaminharem para a Aer Lingus, informando sobre a demora e sobre as condições que nos entregaram a nossa gatinha.

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Consolidando todos os custos

Para finalizar, listamos a seguir, todos os custos envolvidos para trazer a nossa gatinha para a Irlanda.

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O post acabou ficando muito extenso, mas acabamos compartilhando todos os detalhes da nossa viagem e esperamos que seja útil para vocês.

No próximo post, iremos contar como foi a adaptação da nossa gatinha à nova casa e os problemas que tivemos durante essa adaptação.

Até a próxima!

Comunicação de saída, declaração de saída definitiva e como manter conta bancária no Brasil

Quando decidimos que iríamos sair do país, uma das primeiras coisas que comecei a me preocupar foi com a Receita Federal, principalmente com o Imposto de Renda (IR). Ainda seria necessário declarar o IR todo ano? Se não vamos ter rendimentos no Brasil, seríamos isentos de declaração, certo?

O problema é que, neste momento, temos investimentos no Brasil. No início vai ser difícil conseguir abrir uma conta em banco na Irlanda, pois eles pedem (entre outras coisas) o código do PPS (segurança social, correspondente ao PIS do Brasil) e um comprovante de residência de contas de água, luz ou telefone no nosso nome, coisas que demorarão um tempo (acho que, no mínimo, 1 mês) para serem conseguidas. Além disso, as taxas de juros do Brasil são bem maiores que as da Europa e, consequentemente, os investimentos tupiniquins terão rendimentos superiores, se mantidas as conversões das moedas. Resumindo: queremos manter os investimentos no Brasil (pelo menos por um tempo) e ficamos em dúvida sobre como seria a declaração disso a partir da mudança para a Irlanda.

Pesquisei muito na internet sobre a Declaração de Saída Definitiva, mas as informações que achei estavam desencontradas. Muita gente falando que mora no exterior (na Irlanda, inclusive) há vários anos, e que nunca fizeram a declaração e nunca tiveram problemas com a Receita, enquanto outros sites falavam que a lei (IN SRF Nº 208, 2002) é clara e define que devem fazer a declaração de saída todos aqueles que saíram do país em caráter definitivo ou que passaram mais de 12 meses consecutivos fora do país (mesmo que tenham intenção de retornar no futuro).

Como as informações (lei vs. experiência prática) não batiam, resolvi ir direto na fonte e agendei um horário no site da Receita Federal para atendimento na minha cidade, com o tipo de serviço  “Orientações – Plantão Fiscal Fazendário PF” (Link). No dia agendado (mas na hora nem tanto, pois meu atendimento começou com 1 hora de atraso), fui muito bem atendido por um funcionário com bastante conhecimento, que tirou todas as minhas dúvidas com bastante propriedade. Abaixo listo as minhas perguntas e as respostas que recebi:

  1. Realmente é necessário fazer a Declaração de Saída Definitiva?

RFB: Sim, pois você se isenta de qualquer questionamento futuro da Receita Federal, já que você não precisará mais fazer a declaração de IR anual.

  1. Mas se eu tiver rendimentos no Brasil (investimentos ou apartamento alugado), como vou recolher o imposto e declarar isso à Receita, sendo que não faço mais a declaração do IR?

RFB: São casos distintos. Se você tiver um apartamento alugado, precisa emitir um DARF mensalmente para recolher o imposto sobre essa receita. No caso de fundos de investimento, você faz a Comunicação de Saída Definitiva (diferente da Declaração de Saída Definitiva) com a data mais próxima possível da sua saída do país. Nessa comunicação, você precisa informar o CNPJ das fontes pagadoras (bancos onde você possui investimentos) e depois sugiro que você entregue esse documento impresso no banco e solicite um protocolo de recebimento do seu gerente, com data, assinatura e carimbo. Esse protocolo irá te isentar de pagar qualquer multa e diferença de recolhimento que o seu banco fizer incorretamente no futuro, pois você prova que comunicou ao seu banco que está saindo do país e que o erro foi deles em não recolherem o imposto da forma correta. A depender do tipo de investimento que você possua, existem alíquotas diferenciadas para não-residentes.

  1. Qual a melhor data para fazer a Comunicação de Saída Definitiva?

RFB: O ideal é fazer antes da sua saída, pois dá tempo de ir no banco solicitar o protocolo de recebimento. Porém, se a sua viagem for nos meses de janeiro ou fevereiro, não é possível fazer antes da viagem, pois o formulário só fica disponível a partir de 01/março de cada ano. A comunicação é feita pelo próprio site da Receita Federal (link para comunicação de 2017).

  1. Ouvi falar que alguns bancos não aceitam que não-residentes tenham conta corrente ativa. Existe algum impedimento legal?

RFB: Da Receita Federal posso te garantir que não. Inclusive alguns tipos de investimentos possuem alíquotas de imposto menor para não-residentes, de maneira a atrair investidores estrangeiros. Mas como o processo para o banco é um pouco diferente das contas de residente, o banco pode não estar preparado ou não ter interesse em manter esse tipo de conta especial.

  1. E a Declaração de Saída Definitiva, quando ela deve ser feita?

RFB: Essa demora um pouco mais para poder ser feita. Na verdade, ela é feita junto com a Declaração Anual do Imposto de Renda, no próprio aplicativo do IRPF. Se agora em 2017 você estará fazendo a declaração do exercício de 2016, ainda não poderá declarar a saída definitiva porque ela só vai ocorrer em 2017. Então, só a partir de março de 2018 é que a Declaração de Saída Definitiva poderá ser feita.

  1. Qual a implicação de não fazer a Declaração de Saída Definitiva?

RFB: Sei que muitas pessoas que saem do país acabam não fazendo a declaração, algumas por desconhecimento, outras por achar desnecessário. O que posso te dizer é que os casos de pessoas que moram no exterior e estão sendo intimadas a comparecer à Receita para prestar esclarecimentos e pagar multas e impostos não recolhidos tem aumentado a cada dia. Recentemente atendi uma senhora de idade que teve que retornar ao Brasil para resolver uma questão relacionada a duas casas que ela possui em outro país. Uma era a que ela estava morando há mais de 4 anos, e outra ela alugava e obtinha rendimentos. Como ela não fez a Declaração de Saída Definitiva, qualquer rendimento que a pessoa tenha (no Brasil ou fora dele) deve ser declarado à Receita Federal. Como ela não estava declarando, gerou todo esse transtorno. No seu caso é ainda pior, pois a Irlanda não possui acordo para evitar a dupla tributação com o Brasil (Link). Ou seja: todo rendimento que você tiver na Irlanda (salário, investimentos, recebimento de aluguel, etc.) devem ser declarados à receita e ter o imposto recolhido, mesmo que você já tenha recolhido impostos para a Irlanda.

Compartilho também com vocês uma dica de leitura, passada pelo próprio funcionário da Receita, que possui uma linguagem bem mais simples que a lei propriamente dita, e esclarece algumas outras questões que não perguntei a ele, pois não se aplicavam ao nosso caso, mas podem ser úteis para vocês. O arquivo pode ser encontrado no site da Receita, um arquivo PDF chamado “Perguntas e Respostas IRPF 2016” (Link).

A busca por um banco onde deixar os nossos investimentos

Depois de esclarecidas as dúvidas com a Receita Federal, o próximo passo foi questionar aos bancos onde possuo contas correntes o que aconteceria quando eu entregasse para eles a Comunicação de Saída Definitiva, se seria possível manter uma conta para não-residentes. Até aquele momento, eu tinha contas nos bancos Santander, Bradesco, Caixa Econômica e Citibank.

Então, resolvi começar os questionamentos no Citibank e Santander, por serem bancos internacionais e que deveriam ter esse tipo de serviço. No Citibank, já recebi logo de cara uma resposta negativa, a gerente parecia conhecer esse tipo de questionamento e me afirmou que assim que a Comunicação fosse entregue ao banco, a conta seria cancelada e eu teria que retirar o dinheiro. No Santander, a minha gerente já não possuía a informação e solicitou que eu enviasse um e-mail com os questionamentos, que ela iria buscar uma resposta junto ao banco.

Enquanto aguardava a informação do Santander, já fui conversar com os gerentes do Bradesco e Caixa Econômica. Na Caixa, também já recebi do meu gerente a informação de que a conta corrente não poderia ser mantida, assim como o LCI que tinha investido. Mas ele iria buscar com a Gerente Geral e com outras áreas do banco se existiam alternativas de investimentos que fossem possíveis de serem mantidos.

No Bradesco, como é uma conta que não movimento muito e utilizava somente para facilitar o pagamento de DAJEs estaduais e IPVA, a primeira pessoa que me atendeu informou que o Bradesco não trabalhava com contas para não-residentes. Solicitei logo o cancelamento da minha conta e o mesmo iniciou o processo. Neste meio tempo entre sacar o dinheiro remanescente e o cancelamento da conta, o meu gerente retornou do almoço. Expliquei novamente a situação e que precisava de algum banco para manter meus investimentos e falei o valor que gostaria de manter no Brasil. É um valor baixo para gerentes de contas Santander Van Gogh e Citibank Gold, mas que torna-se expressivo para um gerente de uma conta simples do Bradesco. Ele me encaminhou direto para conversar com o Gerente Geral da agência e este, que por sinal estava bem interessado em manter minha conta, buscou nos normativos internos do banco tudo relacionado a conta de não-residentes. Ele nunca tinha recebido questionamentos sobre esse tipo de conta, apesar de afirmar que possui clientes que não moram no Brasil. Ele conseguiu confirmar que o Bradesco possui esta modalidade, mas estava escrito no normativo que deveria ser uma nova conta e precisaria que a declaração de saída já tivesse sido feita, além da assinatura do titular. Como eu expliquei anteriormente, a declaração só será feita em 2018, então onde manter o dinheiro até lá? Além disso, ele também achou que tinha ouvido algo em alguma conferência do banco sobre mudanças nesse tipo de conta. Então também saí do Bradesco com uma promessa de resposta sobre o que fazer para manter minha conta lá.

Então, nesse meio tempo, minhas opções foram se limitando. Acabei também visitando bancos onde não tinha conta, como Itaú e Banco do Brasil, para poder questionar a possibilidade de contas para não-residentes. Recebi respostas negativas também nestes dois. Neste tempo também recebi a negativa do Santander. O desespero foi crescendo e a possiblidade de não fazer a Comunicação de Saída foi crescendo junto. Até que recebi a indicação do meu chefe para tentar obter informações no Banco Safra.

Eu desconhecia que Salvador possuía agências do Safra. Apesar da agência que fui ser bem antiga e estar localizada dentro de um dos maiores e mais tradicionais shopping centers da cidade (Shopping da Bahia, antigo shopping Iguatemi), ela fica localizada num ponto escondido e de pouca circulação no shopping. A primeira coisa que pensei foi no fato de ser um banco menor, mais focado em câmbio e investimentos, com uma carteira de clientes mais restrita e com gerentes mais qualificados, e por isso talvez fosse realmente uma boa opção. E o chute foi certeiro! Assim que cheguei na agência, fui direcionado a uma gerente que afirmou já possuir outros clientes que residiam no exterior, mas só precisava checar a questão da Comunicação de Saída. Acredito que os clientes dela possam também não ter feito a Comunicação/Declaração, mas como ela passou uns 2 dias para me dar a informação e afirmou ter entrado em contato com setores de impostos e jurídico do banco, senti firmeza e resolvi abrir minha conta com ela.

Depois que a conta do Safra já estava aberta e já tinha também cancelado a conta do Citibank, recebi respostas da Caixa e do Bradesco. Na Caixa, a alternativa seria manter o valor em uma previdência privada.

Já do Bradesco, após 2 semanas da minha ida à agência, recebi a ligação de uma gerente das contas Exclusive, que havia recebido o meu caso do Gerente Geral da agência e que tinha uma resposta positiva para mim. Eu poderia migrar minha conta atual para o Exclusive (junto com meus investimentos, claro), ela assinaria o protocolo da Comunicação de Saída e em 2018 eu enviaria um procurador para fazer a criação da minha nova conta para de não-residente, transferindo os valores e encerrando a conta antiga. Bom, se eu não tivesse encontrado o Safra, talvez fosse essa a alternativa escolhida. Mas o fato de já estar com tudo encaminhado no Safra, aliado ao fato de ter que dar trabalho a um procurador e também àquilo que o Gerente Geral disse sobre ter ouvido falar sobre possíveis mudanças no processo de contas para não-residentes, me fez deixar o Bradesco como segunda opção. Se algum dia o Safra voltar atrás, posso partir para essa opção ou ainda para a previdência privada da Caixa.

Então, na última semana antes da minha viagem, cancelei as contas do Bradesco, Santander e Caixa, ficando somente com o Safra. Com eles vou ter benefícios de cartão de crédito Platinum sem anuidade (não quis arriscar o Black, com anuidade alta), 2 saques em caixas eletrônicos internacionais por mês sem tarifas e 8 DOCs/TEDs por mês, sem contar o ótimo atendimento que estou recebendo da gerente (pelo menos até agora). O aplicativo mobile é bom (um pouco lento para aparelhos com menos de 2Gb de RAM), o internet banking tem o layout feio mas é bem funcional, então até agora só tenho que reclamar dos cartões de débito e crédito que demoram uma eternidade para chegar. Inclusive vou viajar sem eles, mas a gerente se prontificou a enviá-los por Sedex para a Irlanda assim que chegarem na agência. Como mantive os cartões de crédito do Citibank, agora desvinculados da conta corrente, não vou ficar sem opções caso os cartões do Safra não cheguem a tempo.

Para finalizar, gostaria de saber daqueles que já moram no exterior, se alguém já fez (ou vai fazer) a Declaração de Saída Definitiva e os problemas que enfrentou. Espero ter ajudado aqueles que ainda não foram e/ou estão em dúvida sobre declarar ou não a saída para a Receita. Se houver algo que não ficou claro ou alguma dúvida adicional, deixem seus comentários que vou tentar responder com o máximo de detalhes possível.

Até mais!

Preparativos para a viagem do marido para Dublin

Olá pessoal, tudo bom?

Como falamos nesse post, estamos de mudança para Dublin, na Irlanda. Após recebermos o resultado do exame de sorologia da nossa gatinha e sabermos que ela encontra-se apta para viajar para Dublin, decidimos dar o start na nossa mudança com a compra da passagem do marido. Sim, o marido irá na frente para procurar uma casa pet friendly e só depois disso que eu, a esposa, irei viajar para Dublin com a nossa gatinha. Para saber mais sobre as burocracias necessárias para levar animais para a Irlanda veja este post.

A compra da passagem

O marido já estava acompanhando o preço das passagens de Salvador-Dublin pelo Google Flights, uma nova ferramenta do Google que ajuda no monitoramento dos preços das passagens. É só informar o dia da viagem e o destino que o Google Flights irá exibir todas as opções de voos e respectivos preços, inclusive com gráficos e opções de dias alternativos com preço mais em conta.

Existe ainda a opção de receber os alertas de alteração de preço por e-mail, o que nos mantém sempre informados tanto do aumento quanto da redução do preço.

Com base na pesquisa do Google Flights e na indicação de quais seriam os dias mais em conta, vale sempre a pena pesquisar no próprio site da companhia aérea para checar se o preço ainda não está um pouco mais em conta (às vezes pode ser mais caro também). Foi isso que fizemos e, em 26/nov, o marido comprou a passagem dele (ida+ volta) pelo próprio site da cia aérea KLM, saindo de Salvador com conexão no RJ e em Amsterdã por R$ 2.634,70, o que acreditamos ter sido um ótimo preço.

A escolha da hospedagem

A seguir, iniciamos uma busca por uma acomodação temporária onde o marido pudesse ficar enquanto procura por uma casa definitiva para nós. Escolhemos uma casa através do site Airbnb, pois já tivemos diversas experiências excelentes e consideramos um bom custo-benefício. Porém, dessa vez, não foi tão fácil assim. Não sabemos se por ele ter um cadastro sem históricos (pois nas demais viagens que fizemos as reservas foram feitas no meu perfil no Airbnb) ou se realmente ele não deu sorte, pois alguns anfitriões ao receberem a mensagem do meu marido solicitando a reserva no quarto da casa informaram que estava muito distante (o que achamos estranho, pois tentamos fazer a reserva em 30/nov para a hospedagem a partir de 2/fev). Já outros anfitriões apenas enviaram um e-mail automático informando que a hospedagem escolhida não estava disponível, o que também achamos esquisito, pois no calendário do Airbnb estavam com o período selecionado disponível. Porém, no final deu tudo certo. O marido recebeu uma resposta positiva de uma casa muito confortável em um bairro que estávamos namorando há algum tempo. O preço não foi dos mais baratos (cerca de 900 euros para 30 dias), mas fizemos esta escolha para garantir uma boa estrutura para que ele pudesse resolver as primeiras burocracias sem problemas com a acomodação inicial.

Compra de alguns itens básicos

Mesmo sabendo que lá na Irlanda o marido encontraria muitos itens de inverno até por um preço menor, achamos necessário comprar aqui no Brasil alguns itens de sobrevivência para os primeiros dias dele na Irlanda. Assim, ele desembarcaria um pouco mais protegido contra o frio, já que ele possui pouquíssimas roupas de frio (somente alguns moletons) e a temperatura em fevereiro costuma ser baixa (entre zero e 10 graus). Depois de pesquisar muito o preço, compramos um bom porta-dólar, camisa e calça térmicas da Lupo, toalhas de banho novas e também vacum bags para comprimir as roupas e fazer caber mais coisas na mala.

O marido deu sorte e acabou ganhando de presente algumas coisas, como 3 pijamas de mangas/calças compridas, um gorro, um par de luvas e um guia lindo contendo muitas informações sobre a Irlanda!

Resolvendo burocracias pré-viagem

Antes de sair do país é preciso planejar o que será feito antes da viagem para não deixar de fazer nada importante e ter que voltar para resolver um problemão. Vamos compartilhar aqui o que nós fizemos antes da viagem do marido para evitarmos problemas futuros.

1) Fomos na Receita Federal buscar informações sobre a comunicação e declaração de saída do país. Existem muitas informações desencontradas sobre este assunto e nos sentimos mais seguros indo pessoalmente no órgão e obtendo informações lá na fonte. Esse tópico merece um post específico e o marido nos dará a honra de escrevê-lo.

2) Fechamos contas dos bancos. Fechamos todas as contas bancárias que não seriam mais necessárias e deixamos aberta apenas a única que iríamos deixar guardado e, eventualmente, ficar movimentando o dinheiro que temos no Brasil.

3) Fizemos procurações. Fomos ao cartório e abrimos firma e fizemos procurações para deixarmos com pessoas que confiamos para que elas tivessem o poder de nos representar caso algum problema não previsto aparecesse. Na procuração, na trecho que cita os bancos, é importante listar o nome do banco, número da agência, número da conta e listar todas as transações possíveis que os procuradores possam precisar fazer. Além disso, é recomendado entregar a procuração ao banco com bastante antecedência, pois eles fazem análise jurídica da procuração e check-list dos procuradores. Então, caso exista algum problema, ainda existirá tempo para alterar o procurador ou algo no texto da procuração.

4) Tiramos a certidão de prontuário no DETRAN. Nas nossas pesquisas, descobrimos que esse documento pode ser importante para pular uma etapa para tirar a carteira de motorista irlandesa e resolvemos providenciá-lo mesmo não tendo a intenção de ter carro no início.

5) Solicitamos uma carta de bom inquilino (em inglês) para o proprietário do apto que estávamos alugando no Brasil. Tivemos a ideia de escrever essa carta e solicitar a assinatura dele, pois como ainda não construímos um histórico imobiliário na Irlanda, pensamos que esta carta pudesse ajudar como uma referência para o landlord ver que pagamos o nosso aluguel em dia e que a nossa gatinha nunca estragou nenhuma mobília do apartamento que alugamos.

6) Obtivemos cartas de recomendação de trabalhos anteriores com os antigos chefes. Pensamos que este item iria nos ajudar apenas na procura por emprego, mas depois descobrimos que também seria importante apresentar no momento da procura por apartamentos para alugar, principalmente se você já trabalhou em alguma empresa multi-nacional que seja facilmente reconhecida na Irlanda. Os landlords encaram essa carta com uma forma de confirmar que mesmo ainda não tendo emprego no momento, tínhamos algum tipo de referência profissional importante e seria “fácil” conseguir recolocação profissional na Irlanda.

7) Escrevemos uma carta convite para a esposa apresentar na imigração da Irlanda. Como eu, a esposa, estava insegura quanto ao inglês, achamos melhor escrever uma carta explicando que eu iria me juntar ao esposo anexando a cópia do passaporte e a tradução juramentada da certidão de casamento, pois caso “desse branco” no momento da imigração, teria essa documentação na manga para facilitar a entrada.

8) Compramos euros. Acompanhamos a cotação da moeda diariamente e realizamos a compra do dinheiro em diversos momentos antes da viagem para diluir o prejuízo já que o real é bem desvalorizado frente ao euro e diminuir um pouco o IOF do uso dos cartões de crédito no exterior. Uma observação importante é que precisamos estar atentos ao limite recomendado de dinheiro em espécie com que devemos entrar no país, que na Irlanda é de €6,348.69 para não haver nenhum tipo de questionamento na entrada. Para mais informações, acesse o site http://www.citizensinformation.ie/en/travel_and_recreation/travel_to_ireland/customs_regulations_for_travellers.html. Ah, outro ponto importante é fazer a declaração (e-DBV) que está saindo do Brasil com uma quantia em moeda estrangeira maior do que R$ 10 mil. Não, não é cobrada nenhuma taxa por estar saindo com este valor do Brasil. Mais detalhes em: http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/viagens-internacionais/guia-do-viajante/saida-do-brasil/dinheiro-em-especie-na-saida-do-brasil.

Esperamos que este post tenha sido útil e voltamos em breve detalhando sobre como manter contas bancárias no Brasil, a comunicação de saída e declaração de saída definitiva do país.

Até mais! =)

O que fazer para levar pets para a Irlanda ainda no Brasil

Como vocês sabem, nós temos uma gatinha e assim que mudamos o nosso destino para a Irlanda, tivemos que pesquisar o que seria preciso fazer para levar ela conosco. Descobrimos que seria necessário realizar algumas burocracias, as quais iremos descrever (a primeira parte) neste post.

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Elsa, a nossa gatinha

O primeiro passo foi acessar os sites do Citizen Information e do Departamento de Agricultura da Irlanda, para localizar todas as informações em suas fontes oficiais. Nestes links são descritos detalhadamente todos os requisitos que devem ser cumpridos para levar pets provenientes de qualquer país para a Irlanda, sendo que o Brasil está incluído no grupo dos países fora da União Européia que são classificados como “Non-qualifying high-risk countries”. Veja em:

http://www.citizensinformation.ie/en/moving_country/moving_to_ireland/coming_to_live_in_ireland/bringing_pets_to_ireland.html e http://www.agriculture.gov.ie/pets/.

Requisitos necessários

Como o Brasil é considerado um país de alto risco pois a raiva não é considerada erradicada, os seguintes passos devem ser realizados:

1) Colocar microchip compatível com a ISO padrão 11785 (deve ser obrigatoriamente a primeira etapa a ser feita);

2) Vacinar contra raiva (pode ser a partir do dia seguinte após a colocação do microchip);

3) Realizar coleta de sangue para sorologia de raiva (a partir de 30 dias após vacinar contra raiva);

4) Aguardar pelo menos 90 dias para embarcar, contados após a coleta do sangue para a sorologia de raiva;

5) Obter o certificado de saúde com o veterinário no formato Annex IV;

6) Obter CZI, certificado zoossanitário internacional, expedido pela Vigiagro (Vigilância Agropecuária) da sua cidade.

OBS: Para cães, é preciso também fazer um tratamento para tênia, não mais que 120 horas e não menos que 24 horas antes de chegar na Irlanda. Esse tratamento não é necessário para gatos.

Como transportar

Conforme os sites oficiais mencionados acima, pets provenientes do Brasil devem entrar na Irlanda pelo “ar”, através de uma cia aérea ou por uma empresa de cargo aprovadas pelo governo da Irlanda. Não é permitido agendar o transporte do animal para Dublin diretamente com a cia aérea/empresa de cargo, sendo necessário contratar uma empresa terceira para fazer esse serviço. Ah! O transporte do animal pode ser feito também pelo mar por ferry, mas descartamos essa opção pois a viagem França x Irlanda duraria mais de 19h de ferry, o que na nossa opinião ficaria cansativo demais.

Então, iniciei a minha busca por empresas de cargo brasileiras que fazem transporte de animais de Salvador para a Irlanda. Tive muitas boas recomendações da MM Cargo, então resolvi cotar primeiramente com eles. Em seguida, cotei também com as empresas Sysbrac e Rezoocation mas estas cobraram um valor maior do que a MM Cargo. Descobri que nenhuma empresa fazia o transporte saindo diretamente de Salvador e que seria necessário que a entrega da nossa gatinha fosse feita em SP ou RJ. O orçamento da MM Cargo, feito em 9/set/16, saindo do aeroporto de Guarulhos em SP para Dublin pela Lufthansa (com escala em Frankfurt) ficou em 1.366,95 dólares americanos, o que daria cerca de R$ 4.510,00 (com cotação do dólar a R$ 3,30). E ainda seria necessário adicionar a este valor o trecho Salvador-GRU/SP que a MM Cargo estimou em R$ 1.265,00, além da caixa de transporte que custaria R$ 565,00, totalizando cerca de R$ 6.340,00 para transportar a nossa gatinha de Salvador para Dublin. Não conseguia me conformar em ter que pagar essa fortuna para a nossa princesa ter que viajar mais de 24h solitariamente.

Dessa forma, procurei outra alternativa. Busquei cias aéreas que transportassem pets na cabine saindo de Salvador até um país da Europa, para então, nesse outro país da Europa despachá-la no cargo através de empresa terceira para Dublin. Foi aí que lembrei da TAP, que faz o trecho Salvador-Lisboa num voo direto com duração de 8 horas e o valor cobrado é de 150 euros para transportar na cabine pets de até 8kg (contando com o peso da bolsa de transporte) e as dimensões máximas da caixa de transporte devem ser 45 cm x 30 cm x 23 cm (comp. x larg. x. alt). É importante ressaltar que a reserva do animal deve ser feita no momento da compra da passagem da pessoa que irá transportá-lo. Veja mais informações sobre o transporte de animas pela TAP em: https://www.flytap.com/pt-br/necessidades-especiais/viajar-com-animais.

A seguir, parti para a busca de empresas terceiras que fazem o serviço de encaminhamento dos animais de Lisboa para Dublin, para solicitar orçamentos. Após pesquisas na internet, encontrei 7 empresas que faziam esse serviço saindo de Portugal: Geopets/Geocargo, AAZMVAZ, Tiba, Global Pets, Pets on Board/EFL International, Intercourier e Aerocarga. O orçamento mais barato foi da empresa Geopets/Geocargo que cobrou 347 euros pelo serviço e 62,75 euros pela caixa de transporte, que deveria ser diferente do primeiro trecho (Salvador-Lisboa) já que nesse segundo trecho (Lisboa-Dublin) a gatinha iria no compartimento de cargas do avião. O que reforçou ainda mais a escolha dessa empresa foi ter lido boas referências dela no grupo do Facebook “Meu Pet na Irlanda” (https://www.facebook.com/groups/1411461949080483/). Neste grupo, as pessoas trocam muitas informações sobre o transporte de animais para a Irlanda bem como indicação de veterinários, pet shops, ração, etc.

Então, o custo do transporte da nossa gatinha, saindo de Salvador com parada em Portugal e encaminhamento de lá para Dublin ficará em cerca de 559,75 euros. Estimando que a cotação do euro seja R$ 3,75 no momento do pagamento, o custo total (transporte TAP+transporte Geopets+caixa de transporte cargo) será de R$ 2099,00, bem mais barato e com tempo inferior do que realizar o transporte Salvador-Dublin com a MM Cargo, conforme descrevemos acima.

Porém, é importante acrescentar também nesse custo do transporte da gatinha a diferença do preço da passagem da pessoa que irá acompanhá-la. Como possuímos a restrição de ter que parar em Lisboa para encaminhá-la para Dublin pela empresa de cargo, precisaremos comprar uma passagem de Salvador-Dublin (com escala em Lisboa) da TAP, que é um pouco mais cara (custa R$ 4.844,00) do que se não tivéssemos essa limitação e pudéssemos escolher uma passagem com menor custo. O trecho Salvador-Dublin pela KLM, por exemplo, sairia por R$ 2.895,00, uma diferença de cerca de R$ 1.949,00 em relação à passagem da TAP. Então, na verdade, o nosso custo real para transportar a nossa gatinha de Salvador-Dublin com escala em Lisboa será em torno de R$ 4.048,00, apresentando uma diferença de cerca de R$ 2.292,00 quando comparado às despesas do envio direto Salvador-Dublin (pela MM Cargo), ou seja, continua mais barato enviá-la por Lisboa.

Nossa timeline e custos realizados

Para cumprirmos todos os requisitos necessários para transportar a nossa gatinha, tivemos que nos planejar com antecedência, pois a conclusão de todo o processo só aconteceria após de cerca de 4 meses. Isso deve-se à obrigatoriedade de aguardar pelo menos 30 dias após a aplicação da vacina de raiva para realizar o exame de sorologia de raiva, somado ao tempo mínimo de 90 dias de permanência do animal no Brasil após a coleta do sangue para a realização da sorologia de raiva o animal.

Realizamos todos os serviços na clínica Semeve em Salvador-Bahia, com a veterinária Dra. Carolina Lemos Vieira Lima. Abaixo descrevemos a data de realização e o valor de cada item já realizado.

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Nossa experiência

Após a veterinária aplicar o microchip, ela nos deu um certificado do microchip onde consta a numeração do mesmo, data da aplicação e nome da nossa gatinha. Guardamos este certificado que é um documento muito importante e pode ser solicitado no momento da imigração na Irlanda.

Em seguida fizemos a aplicação da vacina de raiva e aguardamos os 30 dias para realizar o exame de sorologia de raiva. Na verdade, durante o nosso período de espera para cumprir os 30 dias, descobrimos que o único laboratório do país que realiza o exame, o Centro de Controle de Zoonoses de SP, estava com a realização desse exame suspensa temporariamente e por tempo indefinido devido à ausência de insumos (acreditem!) desde o dia 20 de setembro de 2016. Nesse momento fomos tomados pelo desespero, pois esse imprevisto poderia atrapalhar todo o nosso planejamento, já que não sabíamos quando o laboratório iria voltar a fazer o exame, aliado a ainda termos que aguardar os 90 dias para só então podermos viajar com a nossa gatinha. Mas, após entrar no site todos os dias para verificar quando o exame voltaria a ser feito, descobrimos em 13 de outubro de 2016 que a realização do exame tinha sido normalizada. Com isso, acabamos esperando 40 dias após a vacina para realizar a sorologia, realizando no dia 15 de outubro a coleta do sangue na clínica em Salvador que realizou o encaminhamento da amostra de sangue para o laboratório do Centro de Controle de Zoonoses de SP. Passada esta etapa, veio a fase de muita ansiedade quanto ao resultado do exame, que poderia demorar até 30 dias úteis para ficar pronto.

Finalmente, em 24 de novembro de 2016, recebemos a ligação da clínica de Salvador informando que o resultado do exame tinha chegado e o resultado era satisfatório: a nossa gatinha estava apta para viajar para a Irlanda (devendo aguardar até o dia 13 de janeiro de 2017 para poder embarcar).

Com menos esse peso nas costas, fomos em busca da caixa de transporte para levar a nossa gatinha no voo da TAP (na cabine). Com as dimensões máximas em mãos, fomos em alguns pet shops de Salvador e compramos a caixa de transporte por R$ 119,23 na Agromix. Compramos também um cobertor de lã por R$ 30,14 para proteger a nossa princesa do ar-condicionado do avião.

Bom, até o momento, essa foi a nossa experiência com as burocracias necessárias para levar a nossa gatinha, ficando pendente o atestado de saúde que deve ser obtido com o veterinário, mas tem validade de apenas 3 dias e o CZI (certificado zoossanitário internacional) que tem validade de 10 dias. Ou seja, esses 2 últimos passos devem ser feitos apenas quando estiver bem próximo da viagem. Como eu, a esposa, ainda não tenho data para viajar para a Irlanda, já que o marido irá na frente para procurar uma casa pet friendly e apenas depois que ele encontrar a nossa casa é que irei com a nossa gatinha, descreverei num post futuro sobre como foi a realização desses 2 últimos passos e também como foi, em detalhes, a viagem com a nossa gatinha.

Até a próxima, pessoal!

Nossa timeline e gastos realizados com o processo de imigração Express Entry

Olá pessoal!

Estou criando este post para transferir o conteúdo que estava nas páginas fixas no menu do blog, já que no momento daremos uma pausa no nosso processo de imigração do Express Entry e eu não gostaria de deletar essas páginas que possuem informações bem valiosas.

Nossa timeline

Aqui descrevemos quando ocorreram as principais etapas do nosso processo Express Entry.

√ Setembro/2015 – Intercâmbio e visita exploratória a Toronto, Canadá

√ Janeiro/2016 – Agendamento da prova do IELTS

Outubro/2015 a Maio/2016 – Estudo para IELTS General Training

√ Março/2016 – Traduções juramentadas dos diplomas e históricos da graduação e da pós

26/Abril/2016 – Envio pelo Correio da documentação do ECA para a WES

21/Maio/2016 – Prova IELTS General Training

24/Maio/2016 – Recebimento do e-mail de conclusão do ECA

√ 02/Junho/2016 – Recebimento resultado do IELTS

07/junho/2016 – Chegada dos relatórios (documentos físicos) do ECA pelos Correios na nossa casa.

√ 09/Junho/2016 – Recebimento relatório resultado do IELTS

11/Junho/2016 – Envio documento solicitação recorreção IELTS (marido)

15/Junho/2016 – Envio documento solicitação recorreção IELTS (marido) pelo British Council para Londres

6/Setembro/2016 – Recebimento da negativa da recorreção do IELTS do marido

15/Setembro/2016 – Recebimento documento relatório resultado do IELTS (pós-recorreção)

4/Outubro/2016 – Preenchimento do perfil no Express Entry e Job Bank

Gastos com o processo

Aqui detalhamos todas as despesas que tivemos com o nosso processo Express Entry.

PS: Como falamos no post sobre o ECA (veja aqui), nós não pagamos pelo envio dos documentos para o WES, pois o FEDEX não cumpriu o prazo de entrega e estornou o valor que tínhamos pago (R$ 276,06).

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Nossa mudança de plano

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Olá pessoal!

Acredito que até então este tenha sido o post mais difícil de escrever, pois no último ano vivemos tão intensamente todo o processo de imigração canadense, fazendo tantas pesquisas, estudando, investindo ($$$), nos apaixonando e sonhando com o Canadá, que agora é difícil para nós, principalmente pra mim (a esposa) pensar que não vamos mais poder concretizar este sonho, pelo menos por enquanto.

É frustrante, porém como disse Confúcio: “Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer”.

Quem nos acompanha aqui no blog há um tempo sabe um pouco da nossa história e do quanto nos preparamos para fazer o IELTS, fazendo diversos simulados e aulas particulares de speaking e writing (que eram as nossas fraquezas). Acreditamos que nos dedicamos bastante e, por isso, solicitamos a recorreção do IELTS para o marido, confiando muito numa resposta positiva, afinal, eram apenas 0.5 no writing que iria levar o nosso score no Express Entry para 452 pontos. Porém, infelizmente a nota não foi alterada e precisávamos encontrar uma solução, já que a nossa decisão de emigrar do Brasil era definitiva, a vontade enorme e um caminho sem volta.

Nós podíamos escolher estudar ainda mais e refazer o IELTS, porém conversando com o marido ele argumentou que nós já tínhamos nos dedicado muito e, se continuássemos estudando inglês aqui no Brasil a nossa melhora iria ser muito lenta. Então, ele sugeriu que nos mudássemos para um país que falasse inglês e onde pudéssemos trabalhar e viver o idioma no dia a dia, o que nos levaria a aprimorar o idioma mais rapidamente.

Fazer um curso num college no Canadá nunca foi uma opção para nós (mesmo possuindo a quantia necessária), pois achamos o investimento muito alto, além de toda a questão psicológica de fazer um curso de longa duração em inglês. Achamos que nenhum de nós saberia lidar com toda essa responsabilidade e não nos sentimos seguros com o nosso inglês para esse desafio.

Mas e aí, qual país escolher, já que o Canadá não permite mais trabalhar ao estudar inglês? Pesquisando um pouco na internet encontramos as seguintes opções: Austrália, Nova Zelândia e Irlanda. A Austrália e Nova Zelândia particularmente não me atraiam devido à localização (muito longe!) e também pelas burocracias necessárias para levar a nossa gatinha. Porém, a Irlanda mostrou-se uma opção bem interessante, principalmente porque temos uma carta na manga: o marido possui a cidadania europeia! Com isso, o marido pode trabalhar em qualquer país da Europa sem nenhum tipo de visto especial. É “só” entrar no país e procurar emprego. Já eu, teria que escolher se entraria na Irlanda com o visto de estudante (e comprar um curso de inglês temporário) ou se entraria como turista e aplicaria em seguida ao visto de cônjuge de europeu (decisão bem difícil, mas esse é um assunto para um outro post).

Então, nos últimos meses, mergulhamos profundamente nas pesquisas sobre a Irlanda e definimos que essa seria sim uma boa opção para nós, pois é um país com muitas oportunidades de trabalho na área de TI (empresas como Google, Facebook, LinkedIn, Microsoft, Apple, Oracle, etc possuem sede lá) e com uma boa qualidade de vida (7º no último IDH divulgado). Ou seja, estamos aqui, compartilhando com vocês, que o nosso novo destino será a IRLANDA, também conhecida como a ilha da esmeralda. Mas, casal 20, vocês estão desistindo de imigrar para o Canadá? Não, ainda não! Acreditamos que essa temporada na Irlanda nos proporcionará um upgrade no inglês e que refazendo o IELTS depois de um certo tempo com o contato com a língua poderemos alcançar uma pontuação melhor no processo Express Entry, mas nós não sabemos o que o futuro nos reserva né? Quem sabe a gente se apaixona pela Irlanda e fica por lá mesmo? Quem sabe conseguimos um emprego que futuramente nos transfira e imigramos para outro país? Por agora só sabemos que a Irlanda será o nosso primeiro destino internacional e que teremos muitos desafios pela frente!

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Portas coloridas da cidade de Dublin

Acabamos demorando de fazer essa revelação, pois estávamos nos acostumando com a ideia e fazendo as burocracias necessárias para levar a nossa gatinha para a Irlanda. Só com o término da última burocracia (o resultado de um exame exigido para levar pets para a Europa) é que nos sentimos seguros que o novo plano será realizado com sucesso e então viemos compartilhar aqui no blog com todos vocês.

Os últimos meses foram muito desafiadores, pois começamos as nossas pesquisas do zero sobre este novo país, vendemos o nosso apartamento, conseguimos um apartamento temporário para alugar, fizemos um bazar onde vendemos muitos itens que não estávamos mais utilizando e também passamos muito tempo colocando anúncios no OLX, Mercado Livre e nos grupos de vendas do Facebook. Doamos vários itens também. Aprendemos que sim, podemos viver com pouco e nos surpreendemos com a sensação maravilhosa que o desapego faz para o nosso coração e para o nosso bolso!

Esperamos que vocês continuem nos acompanhando e obrigada aos que torceram por nós!

Preenchendo nosso perfil do Express Entry

Depois de muitos meses estudando e providenciando todas as documentações necessárias para o processo Express Entry, finalmente preenchemos o nosso perfil no site do governo canadense em 4 de outubro de 2016.

Relembrando que, para cadastrar o perfil no Express Entry são necessários os relatórios do ECA (Educational Credential Assessment) e do IELTS, pois eles possuem códigos de identificação que devem ser informados no momento do preenchimento do perfil.

Então, o primeiro passo a ser feito é criar uma conta no site do governo do Canadá em http://www.cic.gc.ca/english/e-services/account.asp. Nós escolhemos a opção “GCKey”, pois não possuímos conta em banco no Canadá.

Para criar a conta no “GCKey” é necessário cadastrar um login, senha, e-mail e algumas perguntas de segurança.

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Página para criar conta ou logar no site do governo do Canadá

O processo de imigração canadense já começa a testar a nossa paciência desde cedo. Após criar a conta no site do governo, foram necessárias inúmeras tentativas até finalmente conseguir logar no site e fazer o preenchimento do perfil para o processo Express Entry.

O problema que ocorre é, após clicar no botão “Sign In“, ser encaminhado para a página com detalhes do seu último login e clicar no botão “Continue“, muitas vezes o site redireciona para a página inicial.

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Página exibida após clicar em “GCKey”
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Página exibida após clicar no botão “Sign In”

Então, é necessário voltar para a página do botão “Continue to GCKey” e repetir a sequência de cliques nos botões “Sign In” depois “Continue” até que seja direcionado para a página de “Terms and Conditions” e clicar em “I Accept“.

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Após isto, o candidato deve ser direcionado a uma página para responder a alguma pergunta de segurança previamente cadastrada e, então ser encaminhado para a página onde realiza o cadastro do perfil do Express Entry, conforme tela abaixo.

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Após aparecer essa tela, é só clicar no botão Express Entry. Depois de clicar nesse botão, o candidato será encaminhado para a tela de “Personal Reference Code“, onde deverá inserir o código gerado após ter feito o teste de elegibilidade (http://www.cic.gc.ca/ctc-vac/getting-started.asp) ou, se ainda não fez, clicar no botão “Determine your eligibility and apply…” para fazer o teste.

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Após o teste de elegibilidade, inicia-se o preenchimento do perfil do Express Entry, onde o candidato deve inserir suas informações, tais como:

  • Dados pessoais: nome, gênero, data, país e cidade de nascimento, estado civil, número, data de emissão e expiração do passaporte, país da cidadania, país de residência, quantidade de membros da família, quantidade de dinheiro que irá levar para o Canadá, se possui familiares que moram no Canadá, qual a língua de correspondência (inglês ou francês), e-mail;
  • Histórico educacional: se possui 2º grau ou qualquer outro grau maior de educação, campo de estudo, data de início e fim do estudo, quantidade de anos de estudo, se o estudo foi part-time ou full-time, documento que recebeu ao final do curso (certificado, diploma, etc), país e cidade onde estudou, nome da instituição de ensino, nível de educação que possui, se recebeu um diploma ou certificado canadense para este período de estudo, se possui um ECA dentro dos últimos 5 anos, organização emissora do ECA, data de emissão do ECA, código do relatório do ECA, nível de educação exibido no ECA;
  • Idioma: se consegue se comunicar em inglês e/ou francês, se fez um teste de proficiência do idioma, qual teste e versão do teste foi realizada, quando foi realizado o teste, qual foi a data do resultado, qual o código do relatório do resultado, quais as notas em cada skill;
  • Províncias: quais províncias considera morar, se autoriza que as províncias de British Columbia e Ontario tenham acesso aos seus dados, se recebeu uma nomeação de alguma província;
  • Representante: se deseja indicar um representante (consultor de imigração, advogado, etc);
  • Ocupação: NOC (National Occupation Classification), data em que se tornou qualificado para praticar esta ocupação, se tem algum certificado canadense de qualificação, se possui uma oferta de emprego;
  • Histórico profissional: se possui histórico profissional, qual o NOC dessa experiência profissional, cargo, nome da empresa, país e cidade;
  • Informações do cônjuge: dados pessoais (nome, gênero, data, país e cidade de nascimento), se é cidadão canadense, se possui familiares que moram no Canadá, histórico educacional, idioma, histórico profissional (essas 3 últimas seções solicitam as mesmas informações já requisitadas ao aplicante principal e mencionadas acima).

Após o preenchimento completo do perfil, o sistema exibe a tela abaixo que descreve o status de etapas importantes do processo de imigração Express Entry.  As etapas em destaque são relevantes neste momento, pois confirmam que o candidato atendeu aos critérios do processo e que o cadastro no Job Bank foi aceito.

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O Job Bank (http://www.jobbank.gc.ca/é uma ferramenta do governo canadense onde são disponibilizadas diversas oportunidades de trabalho no Canadá. Para que seu perfil cadastrado do processo Express Entry seja ativado (se você não tiver uma oportunidade de emprego ou uma nomeação de uma província), você deve cadastrar o seu perfil no Job Bank. Nele serão solicitadas dados referentes às cidades e províncias de sua preferência, suas experiências profissionais anteriores e habilidades adquiridas nessas experiências e também informações sobre seu histórico educacional.

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É importante observar, que se o candidato não cadastrar o seu perfil no Job Bank em até 30 dias, o perfil no Express Entry irá expirar.

Além do quadro resumo mencionado acima, o sistema do governo canadense envia mensagens a cada nova etapa importante avançada. Na imagem abaixo, por exemplo, pode-se visualizar que recebemos 2 mensagens: uma referente ao cadastro do perfil no Express Entry (onde o sistema indica que deveríamos preencher o perfil no Job Bank) e a outra mensagem dando as boas vindas e informando que o nosso perfil do Express Entry estava ativo.

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Outra tela importante disponibilizada após a conclusão do preenchimento do perfil do Express Entry é a que está ilustrada nas imagens a seguir. Nela são exibidas informações detalhadas da sua pontuação no processo, divididas por cada item que é levado em consideração no processo, bem como a sua pontuação final. Destacamos abaixo a nossa pontuação final, que foi de 395 pontos.

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A tela exibe também a data em que o seu perfil foi considerado ativo, bem como até quando ele será válido. Após esta data, se desejar continuar no processo Express Entry, é necessário repetir o cadastro de todas as informações.

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DICAS DE OURO:

1) Cuidado com o botão “Start Again” existente no cabeçalho do formulário do Express Entry, pois ele apaga todas as informações já preenchidas no seu perfil! Aconteceu conosco e não queremos que aconteça com mais ninguém! Não clique neste botão ou perderá tudo já cadastrado no seu perfil (a menos que você deseje isso!)

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2) Ao preencher a seção “Histórico Educacional”, para o campo “Level of education“, se o candidato possuir graduação e pós-graduação ambas validadas por um relatório ECA, deve-se escolher a opção “Two or more certificates, diplomas or degrees. One must be for a program of three or more years.”, conforme imagem a seguir:

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Bom, o post ficou bem longo, mas quisemos detalhar esta etapa tão importante, pois no momento que fomos criar o nosso perfil tivemos dificuldades em encontrar materiais sobre esse assunto e também sempre tínhamos curiosidade de saber mais a respeito.

Esperamos que seja útil para vocês!

Até a próxima!

Analisando as estatísticas das rodadas do Express Entry

O processo de imigração para o Canadá, chamado de Express Entry (para saber mais sobre esse processo leia esse post), foi lançado em Janeiro de 2015 e de lá até hoje (16/10/2016) já ocorreram 44 rodadas de convites (rounds of invitation), popularmente chamadas de draws. Nestas rodadas, o governo canadense convida a aplicar à imigração canadense (invitation to apply – ITA) os candidatos que preencheram o perfil do Express Entry, que são elegíveis ao processo e que possuem as maiores pontuações dentro do ranking.

Essas rodadas acontecem normalmente a cada 15 dias, mas como pode-se perceber nos gráficos abaixo, às vezes ocorrem em maiores ou menores intervalos (veja “draw interval days“).

A cada rodada, são divulgadas as quantidades de convites feitos e a menor pontuação do candidato convidado, chamados no gráfico, respectivamente de “number of ITAs” e “cut off score“.

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Analisando o gráfico dos draws ocorridos em 2015, podemos perceber que as 4 primeiras rodadas de convites foram, provavelmente, de candidatos que possuíam oferta de emprego ou nomeação provincial, uma vez que o convidado ganha 600 pontos ao obter um desses benefícios e os cut off dessas rodadas foram acima de 600 pontos. Percebe-se também que nas rodadas iniciais foram gerados cerca de 779 convites, mas posteriormente essa quantidade foi crescendo, tendo uma queda acentuada em abril e voltando a crescer em seguida, mantendo-se na faixa dos 1500 convites após este mês.

Observa-se que, ao longo do ano de 2015, existiram 7 draws na faixa dos 450 pontos, sendo a pontuação mínima do ano de 450 pontos.

Sumarizando, a quantidade total de convites (ITA’s) realizados em 2015 foi de 31.063, realizados em 23 rodadas, sendo a média de 1350 convites. Já a média ponderada da pontuação dos candidatos convidados foi de 517 pontos.

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Já no início de 2016, a quantidade de convites nas 4 primeiras rodadas foi perto de 1500 juntamente com o cut off na faixa de 450 pontos. Em março teve início uma queda na quantidade de convites, que ficou em torno de 1000 e houve um aumento do cut off para cerca de 470 pontos. Em seguida, no mês de maio houve uma queda ainda mais acentuada da quantidade de convites, mantendo-se na faixa dos 700 convites até agosto, onde o cut off permaneceu na faixa dos 480 pontos, tendo como culminância 538 pontos. Em setembro a quantidade de convites voltou a crescer, levando o cut off à faixa de 480 pontos. Até então, a pontuação mínima foi de 453 pontos.

Até o momento, a quantidade de convites (ITA’s) realizados em 2016 foi de 22.098, sendo a média 1052 convites por draw. Já a média ponderada da pontuação dos candidatos convidados foi de 476 pontos, sendo realizadas 21 rodadas. 

Após estas análises, podemos concluir que a quantidade de convites realizados em 2016 ainda está longe de alcançar a quantidade de convites distribuídos em 2015, pois existe uma diferença de 8.965 convites. Se nos basearmos no fato que no ano passado existiram 23 rodadas e, que neste ano já foram realizadas 21 rodadas, seriam necessárias aproximadamente 6 rodadas com cerca de 1.500 convites cada (ou 2 rodadas com 4500 convites), até o fim desse ano para alcançar o mesmo número de convites do ano passado.

Vamos continuar acompanhando para ver qual será o desfecho final deste ano para o Express Entry, pois muita expectativa tem sido criada em torno das altas metas de imigração do Canadá para 2016 e muitas previsões otimistas tem sido feitas. Nós estamos aqui torcendo para que todos os palpites se concretizem, porém não podemos ficar parados esperando, pois a nossa vontade de imigrar é muito grande.

Enquanto isso, nós vamos colocando em prática o nosso plano B e logo logo vamos compartilhar tudo por aqui também.

Até a próxima, pessoal!

Solicitando a recorreção do IELTS

 

young pretty woman thinking and sitting on a big books pile

Como falamos no post sobre a nossa primeira experiência com o IELTS, por acharmos que o marido possuía potencial para ter uma nota maior no writing e por sabermos que essa correção é feita por humanos sendo portanto, subjetiva, tomamos a decisão de solicitar a recorreção do writing (e também do speaking) do IELTS do marido.

É importante tomar a decisão de solicitar a recorreção o mais rápido possível, uma vez que o relatório com o resultado do IELTS deve ser encaminhado de volta para o British Council em SP em até 6 semanas após a data de realização da prova.

Como solicitar a recorreção do IELTS:

1) Enviar e-mail para o British Council (exames.sp@britishcouncil.org.br) fazendo a solicitação de recorreção do IELTS;

2) Pagar a recorreção no valor de £60,00, sendo que o boleto enviado por eles já é convertido em reais (o valor pago por nós foi de R$ 316,20 em junho/2016);

3) Preencher o formulário recebido por e-mail com os dados pessoais e enviar este preenchido juntamente com o relatório do IELTS recebido em casa, pelo correio para o British Council em SP por SEDEX (exigência do próprio British Council).

Pronto, agora é “só” controlar a ansiedade e aguardar até 8 semanas para saber o resultado, se existiu ou não alteração da nota (lembrando que não poderá existir redução da nota, apenas aumento ou não alteração). Caso a nota seja alterada, o British Council fará o reembolso da taxa paga para o candidato.

ALERTA! Enviamos e-mail para o British Council questionando se o código do resultado do IELTS do marido ficaria inativo enquanto seria feita a revisão e a resposta foi SIM! Por isso não pudemos submeter o nosso perfil do Express Entry até que saísse o resultado da recorreção.

A nossa experiência

Infelizmente a nossa experiência com a recorreção do IELTS foi bastante frustante. Primeiro, o prazo de até 8 semanas (60 dias) para nos informarem o resultado não foi cumprido. Ao invés de 60 dias recebemos a resposta após 81 dias e meio. Foi muito difícil lidar com toda a ansiedade e angústia, além de ainda depender dessa resposta para tomarmos algumas decisões (vendemos o nosso apto nesse período e tínhamos que decidir por qual período de tempo íamos alugar um apto temporário). No dia seguinte após o dia que atingimos o prazo de 60 dias, entramos em contato por e-mail e por telefone com o British Council e eles informaram por telefone que a equipe do Cambridge de Londres estava sobrecarregada e que não estavam mais levando 8 semanas para dar a resposta, mas sim até 10 semanas. Ao término do prazo das 10 semanas, ligamos novamente e eles informaram que ainda não tinham uma resposta para nos dar, e nos deram a opção de escrever um e-mail em inglês para o Cambridge reclamando e explicando o nosso caso. Marido e eu conversamos e resolvemos não escrever nenhum e-mail de reclamação, com receio disso influenciar na análise da recorreção dele.

Enfim, após 81 dias e meio recebemos o e-mail do British Council informando que a nota do IELTS do marido NÃO tinha mudado após a recorreção e, que seria enviado novamente o certificado do IELTS juntamente com uma carta informativa da não alteração da nota (que chegaram 9 dias após a comunicação do resultado).

No fundo, nós tínhamos muitas esperanças de um resultado positivo, pois tínhamos visto alguns casos de sucesso de situações semelhantes à situação do marido (a nota mudar de 6.5 para 7.0 no writing), mas infelizmente não tivemos o mesmo final feliz.

Um sinal contra a mudança da nota do IELTS que não quisemos “aceitar” foi que a professora de inglês especializada em IELTS que contratamos para corrigir os nossos essays (veja mais informações aqui) acertou em cheio as nossas notas. Em nenhum momento o marido tirou uma nota maior do que 6.5 nos essays e eu uma nota maior do que 6.0, o que nos faz pensar hoje, que a nossa nota dos writings IELTS realmente estava correta.

Mas e aí, casal 20, vocês acham que vale a pena pedir a recorreção do IELTS? SIM! Como não tem prova do IELTS na nossa cidade (Salvador) e teríamos muitos custos para realizar uma nova prova (passagem aérea, hospedagem, prova), além de termos consciência de todos os nossos esforços dedicados à prova (fizemos cerca de 14 writings que foram corrigidos por profissionais especializados), achamos que não íamos nos perdoar se não tentássemos a recorreção e recomendamos a todos que consigam fazer uma auto-avaliação e tenham como resultado um sentimento positivo.

Agora é esquecer o passado, planejar o futuro e colocar em prática o nosso plano B!

Continuem acompanhando a nossa história aqui no blog!

Até a próxima, pessoal!

Como imigrar para o Canadá?

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Acredito que todo esse caos econômico e político que o nosso país está passando tem feito crescer as pesquisas sobre imigração, principalmente para o Canadá. Sempre enfatizamos que a fonte mais segura e confiável, que possui todos os detalhes sobre as informações relacionadas à imigração é o site do governo canadense (http://www.cic.gc.ca/).

Neste post iremos resumir algumas formas existentes atualmente (Julho/2016) de imigrar para o Canadá, para que a partir disso você possa aprofundar as suas pesquisas. Isto é o que temos feito para elaborarmos o nosso plano B para imigrarmos para o Canadá, enquanto esperamos ansiosamente pelo resultado da recorreção do IELTS do marido (precisamos estar preparados e pensar em outras alternativas de imigração, caso a nota dele não seja alterada).

Então, quais são as formas de imigrar para o Canadá?

A) Express Entry

Como já havíamos falado nesse post (consulte para mais informações), o processo Express Entry possui 3 modalidades. Os candidatos devem ser elegíveis a alguns critérios para poderem ser aceitos na base de dados de candidatos, para em seguida serem selecionados conforme a pontuação obtida (quanto mais qualificado, maior a pontuação!), e passam pela análise da documentação comprobatória. Só então são convidados a imigrar adquirindo a residência permanente.

Para verificar se possui o perfil exigido para alguma das modalidades, pode-se fazer uma previsão no simulador existente no site do governo canadense (http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/skilled/crs-tool.asp).

B) Processos provinciais

O Canadá possui 10 províncias e 3 territórios, sendo que cada um deles possui um processo independente de imigração. Os processos podem ser direcionados para engenheiros, profissionais de saúde, estudantes internacionais, empresários, fazendeiros, trabalhadores técnicos, profissionais qualificados, pessoas que falam Francês, etc.

De forma geral, ao se candidatar ao processo provincial, o candidato deve cumprir os requisitos solicitados pela província, comprovar o atendimento aos requisitos através da documentação exigida e após análise desta documentação, o candidato então recebe a residência permanente.

É importante ressaltar que o candidato deve se comprometer a residir na província que forneceu a sua residência permanente até conquistar a sua cidadania canadense (aproximadamente entre 4 e 5 anos residindo no Canadá), uma vez que até este momento ele poderá ter que fornecer explicações ao governo canadense comprovando que permaneceu na província.

Deixaremos a seguir os links dos sites oficiais de cada uma das províncias para que você possa consultar e obter detalhes de como funciona cada um dos processos provinciais e verificar qual processo melhor se encaixa ao seu perfil.

Províncias:

1) Albertahttp://www.albertacanada.com/opportunity/immigrating/ainp.aspx

2) British Columbiahttps://www.welcomebc.ca/Immigrate-to-B-C/B-C-Provincial-Nominee-Program

3) Manitobahttp://www.immigratemanitoba.com/

4) Newfoundland and Labrador: http://www.nlpnp.ca/index.html

5) New Brunswickhttp://www2.gnb.ca/content/wel-bien/en/immigrating_and_settling/how_to_immigrate/new_brunswick_provincialnomineeprogram.html

6) Nova Scotiahttps://novascotiaimmigration.com/

7) Ontariohttp://www.ontarioimmigration.ca/en/pnp/OI_PNP_EE.html

8) Prince Edward Island: http://www.gov.pe.ca/immigration/index.php

9) Quebechttp://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/en/index.html

10) Saskatchewanhttp://www.saskatchewan.ca/residents/moving-to-saskatchewan/immigrating-to-saskatchewan/saskatchewan-immigrant-nominee-program

Territórios:

1) Northwest Territories: http://www.immigration.ca/PT/northwest-territories-and-nunavut-immigration.html

2) Nunavut: http://www.immigration.ca/PT/northwest-territories-and-nunavut-immigration.html

3) Yukon: http://www.education.gov.yk.ca/YNP.html

C) Estudo (graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado)

Esta, sem dúvida, é a forma mais popular de imigração. Popular não por conta do preço (que é bem salgado!), mas sim porque é a maneira que percebemos que a maioria das pessoas utilizam para tentar imigrar (dizemos tentar, pois ainda existe um longo caminho a ser percorrido até conquistar a tão sonhada residência permanente e nada está garantido apenas fazendo o curso).

Resumidamente, para uma pessoa tentar imigrar por essa forma o primeiro passo é se matricular em um curso full time em um College (público) ou Universidade e cursar graduação, pós-graduação, mestrado, ou doutorado (cursos de inglês não contam para imigração). O custo desses cursos é alto: cerca de 7.000 CAD (dólares canadenses) por semestre, sem falar na quantia que deve ser comprovada para evidenciar que você é capaz de se sustentar (e à sua família, caso se aplique). Mais detalhes sobre os valores necessários para a comprovação financeira em: http://www.cic.gc.ca/english/study/study-how-documents.asp

Com o visto de estudos, o estudante adquire a permissão de trabalhar por até 20 horas semanais durante o período de aulas e até 40 horas semanais durante as férias. Caso o estudante vá para o Canadá acompanhado pelo seu cônjuge, este recebe a permissão de trabalhar 40 horas semanais. Para mais informações sobre o visto de estudos, acesse http://www.cic.gc.ca/english/study/study.asp.

Após o período de estudos, o aluno poderá se candidatar ao programa PGWP (Post-Graduation Work Permit), que permite que os estudantes internacionais que se formaram em uma instituição de ensino canadense, recebam a permissão para trabalhar no Canadá e adquirir experiência na área de estudo. Esta experiência canadense poderá qualificar o candidato para a futura residência permanente através do programa de imigração CEC (Canadian Experience Class). Para que a experiência seja válida para o programa de imigração, ela deve ser em uma profissão qualificada nos NOC A, B ou 0 (zero). O prazo dessa permissão de trabalho vai variar conforme a duração do curso escolhido e pode ser de, no mínimo 8 meses e, no máximo 3 anos. Vale destacar que essa permissão de trabalho pelo PGWP só é obtida apenas uma vez na vida por pessoa. Mais detalhes  sobre o PGPW em http://www.cic.gc.ca/english/resources/tools/temp/students/post-grad.asp.

D) Cuidadores de crianças, idosos ou portadores de necessidades especiais

Existem 3 modalidades de processos para pessoas que desejam ser cuidadoras no Canadá:

  • Cuidadores de crianças;
  • Cuidadores de pessoas portadoras de necessidades especiais;
  • Cuidadores de crianças, idosos ou portadoras de necessidades especiais sem supervisão, que devem morar nas residências do empregador.

Para cada uma das modalidades existem alguns requisitos relacionados à experiência profissional, formação educacional e proficiência no idioma. Para mais informações sobre esse processo, acesse http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/caregivers/index.asp.

E) Self-employed

Este processo de imigração é para pessoas que tem a intenção de trabalhar por conta própria no Canadá, porém para ser elegível a este processo os candidatos devem atender aos requisitos relacionados à experiência profissional prévia e deverão trabalhar em uma das áreas exigidas pelo governo do Canadá. Para mais detalhes acesse http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/business/self-employed/apply-who.asp.

F) Start-up visa

Esse programa é direcionado para pessoas que estão dispostas a empreender no Canadá. Para isto é preciso uma carta de suporte detalhando o investimento oferecido por uma organização que possua autorização do governo canadense para investir em novas ideias de negócios, assim como atender aos requisitos de quantidade de pessoas proprietárias da empresa, % de direito a voto na empresa, proficiência no idioma e comprovação de recursos financeiros suficientes para sustentar a si e aos seus dependentes. Mais informações em http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/business/start-up/index.asp.

G) Sponsorship

É uma categoria onde é necessária a existência de um sponsor (patrocinador) que deve ser um cidadão canadense ou residente permanente, maior de 18 anos e que resida no Canadá, que irá patrocinar a imigração para o Canadá.

É possível fazer sponsorship do cônjuge, parceiro de união estável ou filho (menor de 19 anos), porém é necessário que o sponsor comprove que possui recursos financeiros suficientes para sustentá-lo entre outras exigências que são detalhadas em http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/sponsor/spouse.asp.

Também é possível fazer sponsorship dos pais ou avós, porém deve-se ficar atento ao período de abertura deste processo, uma vez que as vagas anuais desta sub-categoria são limitadas. Para mais detalhes sobre os requisitos necessários, acesse http://www.cic.gc.ca/english/immigrate/sponsor/parents.asp.

Como você pôde ver, existem diversos processos de imigração para o Canadá e provavelmente deve existir um processo que melhor se adeque ao seu perfil e ao da sua família. Agora é só mergulhar profundamente nas pesquisas, se planejar e aplicar!

Espero que tenha ajudado. Até a próxima!