Como levar pets para a Irlanda

Olá pessoal!

Nesse post iremos contar como foram feitas as últimas etapas para viajar com a nossa gatinha para a Irlanda, assim como foi a viagem de Salvador até Dublin. Já detalhamos neste post as primeiras etapas do que deve ser feito ainda no Brasil para levar pets para a Irlanda e, se você ainda não leu, corre lá no outro post!

Depois do esposo ter conseguido um apto pet friendly em Dublin, realizamos a compra da minha passagem, assim como a compra da passagem da nossa gatinha. Lembrando que no momento da compra da passagem deve-se avisar à cia aérea que o passageiro irá transportar um animal, para que a empresa verifique se será possível transportar no voo escolhido, pois algumas empresas tem limite da quantidade de animais por aeronave (algumas só permitem 2 animais na cabine por aeronave).

Obtendo o atestado de saúde e o CZI

Após comprar as passagens, entrei em contato com o Departamento de Agricultura do Aeroporto de Salvador por telefone (071-3204-1237, horário: 8h às 12h / 14h às 17:30h) para agendar a visita para obtenção do CZI (certificado zoossanitário internacional). A funcionária agendou para exatos 3 dias antes da viagem. Ela me orientou que deveria levar no dia agendado o atestado de saúde emitido por um veterinário e me enviou o modelo por e-mail, pois o link do site estava com erro. Neste atestado deveria existir a descrição e data da aplicação de antiparasitários internos e externos (mesmo existindo nos sites tanto da Irlanda quanto do Brasil, que esta era uma exigência apenas para cães e não necessária para gatos). Então, no dia anterior ao agendado para ir no aeroporto obter o CZI, fui na veterinária para pegar o atestado de saúde da nossa gatinha. A veterinária já conhecia o modelo e o utilizou, preenchendo as informações referentes a nossa gata e custou R$ 130,00.

Então, no dia e horário agendados, compareci ao Aeroporto de Salvador, no Departamento de Agricultura e obtive o CZI da nossa gatinha, sem custos. Mas, fui surpreendida com uma exigência: a funcionária exigiu que eu retornasse na clínica para pegar a assinatura e carimbo da veterinária, nos campos referentes à aplicação de antiparasitários internos e externos existentes no CZI. Insatisfeita com a exigência, mas com receio de que alguém me cobrasse essa burocracia durante a viagem, tive que voltar na clínica e pegar a assinatura e carimbo da veterinária no CZI, conforme exigido.

Comunicando a entrada de animais em Portugal

Viajar com animais é um ato de muita responsabilidade e nós, como responsáveis por eles, devemos pesquisar e obter todas as informações com antecedência para evitar surpresas. Então, recomendamos sempre consultar os sites dos ministérios da agricultura dos países pelos quais irá passar, para checar os requisitos necessários.

Como iríamos fazer uma parada em Portugal, consultamos o site do ministério da agricultura do país (http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=1722730&cboui=1722730) e descobrimos que seria necessário realizar a comunicação de chegada de animal no país com no mínimo com 48h de antecedência. Então, 3 dias antes da nossa chegada, preenchi o formulário indicado no site e enviei junto com a documentação solicitada para o e-mail também indicado no site. Recebi a resposta por e-mail algumas horas depois, confirmando o recebimento das informações e que tudo estava conforme o exigido. Também informaram que, ao chegar em Lisboa, eu deveria comparecer ao posto de inspeção veterinária, próximo à esteira de bagagem 9, com a documentação original e com o animal, além de pagar uma taxa de 30 euros em espécie.

 A viagem

Como mencionamos no outro post, decidimos dividir a nossa viagem em 2 etapas: 1) Salvador-Lisboa com a nossa gatinha na cabine e; 2) Lisboa-Dublin, onde ela deveria ir obrigatoriamente no cargo, pois não encontramos na Irlanda, uma cia aérea que permitisse que animais sejam transportados na cabine.

No dia da viagem Salvador-Lisboa, forrei a caixinha de transporte com um tapete higiênico para prevenir possíveis vazamentos, caso ela fizesse xixi durante a viagem. Coloquei dentro da caixa também uma mantinha de lã para protegê-la do frio/ar-condicionado do avião. Retirei a comida dela por volta das 19:30, já que o nosso voo era às 23:55 e eu iria para o aeroporto às 20h. É importante lembrar que levei na minha mochila de mão uma pasta com todos os documentos da nossa gatinha: o comprovante de pagamento da “passagem aérea” dela de Salvador para Lisboa, o resultado do exame da sorologia de raiva, o certificado do microchip, os cartões de vacinação, o atestado de saúde emitido pelo veterinário e o CZI.

Chegamos ao aeroporto e, no momento do meu check-in, comuniquei que estava transportando um animal e mostrei o CZI da nossa gatinha. A funcionária da cia aérea marcou o meu assento no corredor. Após as despedidas, chegou o momento de passar no raio x do embarque internacional. Lá, os funcionários me orientaram a retirar a minha gatinha da caixa de transporte e passar no raio x com ela separada do meu corpo. Nesse momento, coloquei a guia da coleira para gatinhos que eu tinha comprado da Zeecat (ela já estava com o peitoral), pois caso acontecesse dela ficar assustada e saísse correndo pelo aeroporto eu teria como segurá-la pela guia que estava bem enrolada no meu braço. Me senti na cena quando apresentaram o Simba após o nascimento do filme “O Rei Leão”. Elsa ficou um pouco assustada, mas como nada foi detectado, fui autorizada a colocá-la novamente na caixa de transporte.

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Ao embarcar na aeronave, acomodei a nossa gatinha no compartimento localizado embaixo do assento na poltrona da frente (local onde normalmente esticamos as pernas). A nossa Elsa se comportou como uma lady durante todo o voo. Não miou, não fez xixi nem cocô. Abri a caixinha em diversos momentos para checar se ela estava bem (e viva! risos) e, como dei sorte de não ter ninguém sentado ao meu lado na janela (nós estávamos na poltrona do corredor), sentei na poltrona da janela e coloquei a caixinha dela na poltrona do corredor, mais perto de mim. Chegamos em Portugal por volta das 11h da manhã e não existia fila para imigração. Após passar na imigração, peguei a minha bagagem e me dirigi, ainda lá dentro do saguão das esteiras de bagagem, para a inspeção veterinária da nossa gatinha, que eu havia agendado anteriormente. A inspeção foi super rápida. A funcionária responsável apenas conferiu os documentos, tirou cópia deles, escreveu no CZI alguma informação referente à nossa chegada em Portugal e usou um aparelho para conferir a numeração do microchip da nossa gatinha, mas eu nem precisei tirá-la nem abrir a caixinha para isto. Paguei os 30 euros em dinheiro e me dirigi ao desembarque. Lá havia um funcionário que tentou encrencar com uma caixa de papelão que eu estava levando (e que continha minhas roupas), mas informei que estava de mudança e que estava portando animal e mostrei rapidamente a documentação da nossa gatinha e ele nos deixou passar.

No desembarque, um primo do meu esposo estava nos aguardando e nos levou na clínica que eu havia pesquisado para fazer o passaporte português da nossa gatinha. O nome da clínica é Olivais Norte (http://www.vet-olivaisnorte.pt/) e fica próxima ao aeroporto. É bom checar o horário de funcionamento no site antes de ir, pois eles tem um intervalo grande no almoço. Para fazer o passaporte (que foi entregue na hora), mostrei os cartões de vacinação, certificado de microchip e resultado do exame de sorologia. Em fevereiro/2017 custou 15 euros. Foi necessário também fazer o exame clínico para anexar no passaporte a informação que o animal estava apto para viajar, e custou 23,50 euros.

Com o passaporte em mãos, após comprar areia e comida úmida hipercalórica para dar na seringa para ela (pois, como imaginamos ela ficou assustada após a viagem e não quis se alimentar nem beber água sozinha), fomos para o Airbnb pet friendly com a nossa gatinha (https://www.airbnb.com.br/rooms/14449298), que uma conhecida que tinha ficado lá havia nos indicado. A localização é ótima, fica perto do aeroporto e do shopping Vasco da Gama, o que foi ótimo para que eu pudesse almoçar e comprar coisas para tomar café da manhã e jantar. Ah, eu improvisei e coloquei a areia em um saco plástico bem grande que levei do Brasil e fiz o formato de um retângulo (simulando o formato da caixa de areia e a nossa gatinha usou a areia dessa forma).

No total, a nossa hospedagem em Lisboa foi de segunda a quarta-feira (20/fev a 22/fev), quando partimos de Lisboa para Dublin. Optamos ficar 3 dias em Lisboa, pois caso ocorresse algum imprevisto ainda conseguiríamos contornar. E como desconfiávamos, o imprevisto ocorreu. Tínhamos agendado o embarque da nossa gatinha para dia 21/fev com a Geopets, mas a cia aérea Aer Lingus informou que não seria possível e só poderia embarcá-la dia 22/fev (o dia do meu voo para Dublin). Como meu voo era às 14:40, conversei com o Sérgio da Geopets se seria possível deixar a minha gatinha por volta do meio dia, para que eu não perdesse o meu voo e ele disse que não tinha problemas deixar ela naquele horário.

Então, no dia 22/fev, o primo do meu esposo nos levou ao endereço indicado pela Geopets (não era no aeroporto, era num galpão próximo ao aeroporto). Coloquei a manta de lã e um brinquedo que ela gosta dentro da nova caixa de transporte, que era uma caixa específica para transporte por cargo aéreo (com bebedouro), que comprei na Geopets. Realizei o pagamento da caixa e do serviço em espécie, mas era possível fazer antes também através de transferência bancária. A Geopets emitiu um documento e me enviou por e-mail, que o meu esposo deveria mostrar no aeroporto em Dublin para autorizar a retirada da nossa gatinha por ele, já que eu ainda faria conexão em Londres e chegaria após ela. Deixei a nossa gatinha lá por volta das 12:30 junto com toda a documentação original e o coração em pedaços de preocupação.

Conforme informações da Geopets, o voo da nossa gatinha sairia de Lisboa às 18:30 e chegaria em Dublin por volta das 21:25. A Geopets informou que deveríamos conseguir retirá-la cerca de 40 minutos após o pouso. Com isso, o esposo monitorou o voo da nossa gatinha através do site Flight Radar e verificou que o voo estava adiantado e que pousou por volta das 21h. O esposo chegou na área de desembarque de cargas da Aer Lingus às 21:40 para fazer a retirada da nossa gatinha. Neste momento, ele realizou o pagamento de 73,80 euros no cartão de crédito, pois o funcionário informou que o setor administrativo iria encerrar às 22h e que ele deveria realizar o pagamento naquele momento, mesmo a nossa gatinha ainda não estando disponível para retirada. O esposo então fez o pagamento e pediram que ele aguardasse no carro (pois a sala de espera é na área administrativa), que um funcionário iria avisá-lo quando a entrega da nossa gatinha estivesse pronta para ser feita. Mais de uma hora se passou e às 23h a nossa gatinha ainda não tinha sido entregue e eu já havia desembarcado (o meu voo atrasou na saída de Londres e chegou bem após o horário previsto) e o desespero começou a tomar conta de nós. Aquela chuva chatinha nos recebia e nos deixava ainda mais preocupados onde estaria a nossa gatinha naquela chuva e frio que fazia em Dublin. Então, após muita insistência do esposo, os funcionários da Aer Lingus entregaram a nossa Elsa às 23:20 com a caixa bastante molhada no exterior e a manta apresentava gotas de chuva. Estes problemas nos deixaram muito insatisfeitos, pois pagamos muito caro para receber um serviço com péssima qualidade pela Aer Lingus. Mesmo sabendo que a Geopets não tinha culpa, fizemos questão de formalizar uma reclamação por e-mail para eles encaminharem para a Aer Lingus, informando sobre a demora e sobre as condições que nos entregaram a nossa gatinha.

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Consolidando todos os custos

Para finalizar, listamos a seguir, todos os custos envolvidos para trazer a nossa gatinha para a Irlanda.

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Despesas em reais: R$ 1086,23. Despesas em euros: € 702,05. Considerando o câmbio do euro a R$ 3,50, gastamos, em reais R$ 2.457,18. Somando tudo, gastamos cerca de R$ 3.543,41.

O post acabou ficando muito extenso, mas acabamos compartilhando todos os detalhes da nossa viagem e esperamos que seja útil para vocês.

No próximo post, iremos contar como foi a adaptação da nossa gatinha à nova casa e os problemas que tivemos durante essa adaptação.

Até a próxima!

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9 comentários sobre “Como levar pets para a Irlanda

  1. Silvia

    Nota 1000, como sempre!
    Não fazia ideia que precisava comunicar a entrada da gatinha com antecedência em Portugal!Valeu MUITO o aviso!
    Fui vetada em duas casas “pet friendly”? do Airbnb em Dublin, por este motivo ficarei em Bray o primeiro mês.
    Uma pergunta: Afinal, tem que aplicar antiparasitários internos e externos?Eu achei que em gatos não seria necessário. Ainda não tenho o modelo do atestado veterinário .Se por acaso,ainda o tiverem,pfv podem postar?
    Irei pela AerLingus no mesmo voo da gatinha. Achei muita falta de respeito com vcs e com a gatinha o estado em que lhe entregaram.Um pouco de consideração por um ser indefeso seria o mínimo.Sua linda gatinha se adaptou a nova ração?
    Abraço,
    Silvia

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    1. Olá Silvia, que bom que está curtindo o blog =) Ficamos muito muito felizes em estar ajudando as pessoas a trazer os seus companheirinhos para a Irlanda.

      Poxa, é muito chata essa questão de acomodação aqui. O meu marido também tinha sido recusado em alguns Airbnbs para a hospedagem no primeiro mês.

      Sobre a questão dos antiparasitários, é bom vc perguntar ao Centro de Zoonoses da sua cidade quando você for ligar para agendar a elaboração do CZI, pois pelo que vimos pode variar de acordo com a vontade do funcionário de lá =( Sobre o modelo de atestado, acho que seria bom também pedir ao funcionário do Centro de Zoonoses te enviar por e-mail (eles enviaram para a gente), pois eles podem mudar a versão do documento e a nossa versão pode estar desatualizada e te prejudicar de alguma forma.

      Estamos preparando um post sobre a adaptação da nossa gatinha e comentamos sobre a adaptação dela à ração. Mas já lhe adianto que tentamos 3 opções até ela se adaptar. E recomendo, se possível, você já ir tentando adaptar o seu gatinho aí no Brasil com alguma ração que exista aqui para tentar minimizar os problemas.

      Qualquer dúvida pode nos chamar no inbox do nosso Instagram @diariocasal20.

      Abraços,
      Casal 20

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    1. Rafael, acredito que cada pessoa possa transportar apenas um animal, pois devemos colocá-lo embaixo da poltrona da frente, o que acaba tirando um pouco do conforto na hora de esticar as pernas e por isso seria complicado qualquer outro passageiro aceitar fazê-lo. Mas recomendo você ligar para confirmar na TAP para ter 100% certeza.

      Abraços,
      Casal 20

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  2. Jaqueline

    Oi Casal 20,
    Vocês são anjos de Deus! Muito obrigada pelo carinho conosco! Tenho uma pergunta: em algum momento vocês utilizaram qualquer influência ou conhecimento de seus parentes portugueses em Portugal ou, ainda, vocês tem dupla cidadania européia? Ou, você acredita que qualquer brasileiro seria capaz de repetir a viagem de vocês, sem qualquer preocupação? Beijo enorme em seu coração! Jaque

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    1. Olá Jaque!

      Não sei se entendi sua pergunta sobre influência de parentes de Portugal, mas de qualquer forma, não, não utilizamos de nenhuma influência deles em nenhum momento. Apenas um primo do esposo que fez a gentileza de nos pegar e levar no aeroporto e na clínica veterinária apenas.

      Sim, o esposo tem cidadania portuguesa, mas eu, a esposa ainda não tenho. Vamos tentar dar entrada para ver se conseguimos tirar aqui na Irlanda, pois no consulado de Portugal no Brasil disseram que não era possível, apenas residindo em Portugal que conseguiríamos. Eu, a esposa, irei obter o stamp 4, que é o visto para cônjuges de cidadãos europeus.

      Acredito que sim, é possível brasileiros fazerem essa imigração para a Irlanda, mas infelizmente sem a cidadania européia acredito que tudo seja bem mais difícil. Pelo que percebemos, sem a cidadania européia, para conseguir um trabalho que dê o visto de trabalho na Irlanda é raro e somente é concedido ao que eles chamam de “critical skills” (já vi muita gente de TI que conseguiu). Muita gente vem fazer intercâmbio por 8 meses, o que permite trabalhar meio período, mas normalmente pelo que vimos essas pessoas conseguem trabalhos em “subemprego” como babás, limpeza, vendedores em lojas, atendentes em restaurantes, etc.

      Espero ter ajudado.

      Abraços,
      Casal 20

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      1. Jaqueline

        Muito obrigada Casal 20,

        Quando disse influência, me referi a qualquer contato ou auxilio de portugueses que tivessem os ajudado a tirar o passaporte da Elsa. Queria ter certeza de que o procedimento é simples e qualquer pessoa pode conseguir. Estou procurando uma forma de levar meus gatinhos para Dublin, Irlanda. Minha preocupação é chegar em Lisboa e não conseguir embarcar meus gatinhos pra Irlanda, seja em função de ser brasileira ou qualquer outra questão. Alguns paises dificultam algumas questões burocráticas para estrangeiros, não sei se é o caso de Portugal. Abraços!

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  3. Flávia Trevisan

    Boa tarde casal 20!
    Primeiro gostaria de agradecer imensamente por compartilhar a experiência, informações muito valiosas e difíceis de encontrar.
    Eu e meu esposo queremos fazer intercâmbio e não encontrávamos algum lugar onde dentro das nossas possibilidades poderíamos levar nossa filha, uma maltês a Kyra, e sem ela não iríamos. Então encontrei vcs! Que alegria ! ver que será possível!!
    Muito obrigado e tudo de bom !!
    Abraços!

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